300 anos da Nossa Senhora!

As histórias dos Santos que povoam a nossa Igreja são sempre memoráveis! Mas, a narrativa que envolve o surgimento da Nossa Senhora Aparecida é muito envolvente e emocionante.

Todos sabem que a sua imagem foi “pescada” no rio Paraíba e o mais incrível é que primeiro os pescadores recolheram, em suas redes, o corpo da Santa – que não é grande – para depois aparecer a cabeça, que é menor ainda.

A imagem inteira mede apenas 40 cm e a cor acanelada, com que hoje é conhecida, deve-se ao fato de ter sido exposta, durante anos, ao picumã das chamas das velas e dos candeeiros.

Infelizmente, em 1978, a imagem sofreu um atentado que a reduziu em quase duzentos fragmentos, foi encaminhada ao Prof. Pietro Maria Bardi – na época diretor do Museu de Arte de São Paulo – que a examinou, juntamente com o Dr. João Marinho, colecionador de imagens brasileiras.Foi totalmente reconstituída pela artista plástica Maria Helena Chartuni, na época, restauradora do Museu de Arte de São Paulo. Ainda conforme estudos dos peritos mencionados, a Imagem foi moldada com argila paulista, da região de Santana do Parnaíba, situada na Grande São Paulo.

O mais difícil foi determinar o autor da pequena imagem, pois não está assinada ou datada. Assim, após um estudo comparativo, os peritos chegaram à conclusão de que se tratava de um escultor, discípulo do monge beneditino Frei Agostinho da Piedade, e também seu colega de Ordem, Frei Agostinho de Jesus.

Nossa Senhora Conceição Aparecida tem uma forma sorridente dos lábios, queixo encastoado, tendo, no centro, uma covinha; penteado, flores em relevo, nos cabelos, broche de três pérolas na testa e porte empinado para trás.

Todos estes detalhes se encontram na Imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, e, por isso, concluíram os peritos, Dom Clemente da Silva Nigra e Dom Paulo Lachenmayer, que a Imagem foi esculpida pelo monge beneditino Frei Agostinho de Jesus.

A partir de 8 de setembro de 1904, quando foi coroada, a imagem passou a usar, oficialmente, a coroa ofertada pela Princesa Isabel, em 1884, assim como o manto azul-marinho.

Que nossa Santinha continue nos protegendo!

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