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Ajuste nos Correios exigirá cortes de benefícios de empregados

Geral
Guaíra, 26 de Abril de 2017 - 07h41

Ministro das Comunicações admite mudanças no Postal Saúde, plano de saúde dos funcionários; Correios acumulam prejuízos bilionários nos últimos anos

Medidas duras de redução de custos serão necessárias nos próximos meses para tentar melhorar a situação financeira dos Correios, incluindo cortes de benefícios de empregados, disse nesta segunda-feira (24) o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab.

“Vamos ter que tomar medidas, especialmente no Postal Saúde”, disse Kassab à Reuters, se referindo ao plano de assistência médica dos empregados dos Correios.

Na semana passada, o presidente dos Correios, Guilher Campos, afirmou que a estatal teve um prejuízo estimado de R$ 400 milhões no primeiro trimestre, isso após ter tido prejuízo anual de cerca de R$ 2 bilhões em 2015 e em 2016.

De acordo com Kassab, medidas de ajuste estão sendo negociadas com sindicatos e devem ser suficientes para conter a sangria financeira da estatal. “Tem que fazer; é o único jeito de evitar que a empresa tenha que ser privatizada”, afirmou Kassab.

Mais cedo, a Superintendência Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) afirmou que os Correios praticam condutas anticompetitivas ao tentar ampliar para outros tipos de produtos o monopólio que a empresa estatal possui sobre a entrega de correspondência.

Crise nos Correios

Os Correios enfrentam uma severa crise econômica e medidas para reduzir gastos e melhorar a lucratividade da estatal estão em pauta. Na semana passada, o presidente dos Correios disse que a empresa não tem condições de arcar com sua folha de pagamentos. Segundo ele, demissões de servidores concursados estão em pauta.

Em 2016, os Correios anunciaram um Programa de Demissão Incentivada (PDI) e pretendia atingir a meta de 8 mil servidores, mas apenas 5,5 mil aderiram ao programa. “A economia com esses 5,5 mil é de R$ 700 milhões anuais e essa marca alcançada com o PDI fica aquém da necessidade da empresa. Precisamos ter outras ações para enxugamento da máquina da empresa”, afirmou Campos na quinta-feira passada (20). (G1)


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