Após discussões, presidente da Câmara esclarece atual situação da UPA

A Dra. Bia Junqueira explica  que não foi o ofício de três vereadores ao MP que está decidindo a futura finalidade da Unidade de Pronto Atendimento e que a atual gestão estuda implantar o Pronto Socorro no local

A sessão ordinária da Câmara Municipal, realizada na noite de 16 de maio, ficou marcada pelas intensas discussões entre vereadores da base aliada do prefeito e da oposição, referentes ao polêmico tema do funcionamento, ou não, da Unidade de Pronto Atendimento 24h.

Durante a semana, alguns veículos de comunicação deram grande destaque ao assunto, publicando que a atual administração “voltou atrás” sobre a decisão de devolver a UPA para o governo federal.

Parlamentares da situação criticaram o posicionamento da imprensa e de três edis, dizendo que eles “aproveitaram” o momento para tentarem “se promover”. José Reinaldo Jr. destacou que “está na hora de acabar com a demagogia e com a politicagem” e que o Chefe do Executivo está tentando resolver a finalidade do prédio da melhor maneira possível.

Em seguida, Moacir João Gregório exaltou-se sobre não estar fazendo política, mas estar buscando o melhor à população. Outros vereadores também falaram sobre a UPA em seus pronunciamentos.

Ao final, a presidente da Câmara, Dra. Ana Beatriz Coscrato Junqueira, quis esclarecer para os cidadãos realmente o que está acontecendo com a Unidade, para tentar, de alguma maneira, encerrar as discussões entre os edis. “Agora, o que não podemos admitir é que o que foi falado por alguns vereadores é a utilização de uma situação que não existe para tentar fazer existir.”

EXPLICAÇÕES DA UPA

A Dra. Bia contou que durante a transição de governos, a equipe, juntamente com a vereadora Maria Adriana Gomes, confirmou que havia uma série de irregularidades, tanto na estrutura quanto nos materiais da unidade. “Ficou comprovado e temos fotos. Sabemos que houve um fracasso de licitação. Até hoje não existem equipamentos necessários para abrir a UPA e isso é de conhecimento dos parlamentares.”

Segundo ela, sabe-se que em 2016 o então prefeitoinaugurou a unidade, mas não a efetivou. “Para o Ministério da Saúde a inauguração correta é colocar o local em funcionamento com equipamentos e funcionários necessários. Sérgio de Mello descerrou a placa sem nada lá dentro.”

De acordo com a presidente da Casa de Leis, como a antiga gestão fez a inauguração após o tempo determinado pelo órgão federal, o Ministério Público Federal resolveu abrir um procedimento para apurar este atraso. “Ele (Sérgio) usou dinheiro público e não colocou a UPA em funcionamento. Isso em 2016. O MPF já estava investigando essa demora.”

Em janeiro de 2017, o governo federal teve que flexibilizar as Unidades de Pronto Atendimento. “Tiveram que abrir portaria porque na prática verificou-se que cidades pequenas não possuem estrutura física e operacional para suportar a UPA, já que o governo dá apenas uma contrapartida de R$ 170 mil ao mês”, exemplificou.

 

Assim, a atual gestão pode transformar a Unidade de Pronto Atendimento em um Pronto Socorro. “O prédio vai ser o que tem em um PS, sem médicos especialistas, sem internação. Será que isso é interessante para a nossa cidade? É isso que o prefeito está resolvendo se ele leva o pronto socorro para funcionar como funciona, ou se ele divide em várias parcelas e devolve esses dois milhões do gasto da construção UPA. Aí fica com o prédio e seria outra coisa do município relacionada a saúde”, disse a presidente.

DISCUSSÕES

Para encerrar o debate entre os vereadores, Dra. Ana Beatriz Coscrato Junqueira comprovou que não foram os três parlamentares que fizeram com que a atual administração tomasse decisões sobre a Unidade de Pronto Atendimento. “É isso que o José Eduardo está resolvendo. Ele está vendo a viabilidade e as necessidades. O ofício que foi enviado pelos três vereadores ao Ministério Público estadual é datado no dia 10 de maio. Não deu tempo nem do promotor ler o que está escrito nesse documento.Então, não foi por conta desse ofício que o Zé Eduardo resolveu não devolver a UPA,foi pela conversa em Brasília que ele está pensando em transferir o Pronto Socorro pra lá. Não houve pressão nenhuma dos parlamentares ou dos MP”, encerrou.

 

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