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Casos de febre amarela voltam a preocupar população do Estado de São Paulo

Quem ainda não se vacinou pode procurar pela Unidade de Saúde da Família mais próxima de sua residência e atualizar sua caderneta de vacinação

Geral
Guaíra, 13 de Janeiro de 2018 - 08h44

Nos últimos dias o Estado de São Paulo registrou o terceiro óbito por febre amarela, deixando a população preocupada com o rumo que a doença tem tomado. Apesar de todos os casos ocorrerem em Mairiporã, que fica a cerca de 40 quilômetros da capital paulista, o governo estadual optou por liberar a vacinação para todas as cidades.

Assim, os guairenses podem tomar a vacina caso ainda não tenham feito. Basta procurar uma Unidade de Saúde da Família mais próxima de sua residência e atualizar a caderneta de vacinação.

A medida serve para evitar a propagação dessa infecção perigosa. Crianças a partir dos 9 meses de idade e adultos até 60 anos podem ir aos postos buscar a imunização contra a febre amarela. A vacina não é contraindicada para pessoas mais velhas, mas exige uma orientação detalhada do profissional. Afinal de contas, ela possui um risco mínimo de causar efeitos colaterais graves.

Gestantes e mulheres que estão amamentando crianças com menos de 6 meses, alérgicos ao ovo, pessoas com imunidade baixa (portadores de HIV, por exemplo), transplantados ou pacientes submetidos à quimioterapia ou radioterapia não podem tomar a vacina.

Além da vacinação, convém passar repelente e adotar outras medidas que evitam a picada do mosquito. Atualmente, há registro apenas de transmissão pelos mosquitos Sabethes e Haemagogus, que levam o vírus da febre amarela do macaco para o ser humano. Mas é possível que o Aedes aegypti pique um indivíduo infectado e transmita a doença – seria a chamada urbanização da febre amarela, o que não ocorre há décadas no Brasil.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, uma única vacina já garante proteção contra a febre amarela para o resto da vida. Com isso, o Brasil mudou recentemente aquela antiga política de recomendar a vacinação a cada dez anos para grupos de risco. Hoje, preconiza-se apenas uma picada.

QUEM VAI VIAJAR

Quem for viajar a países que exijam o certificado internacional de vacinação contra a febre amarela, emitido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), deve tomar a vacina padrão, mesmo que tenha tomado a dose fracionada. A adoção do fracionamento das vacinas é uma medida preventiva que será implementada em áreas selecionadas, durante período determinado de 15 dias, informou o Ministério da Saúde.

De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), os viajantes internacionais fazem parte do grupo de pessoas não indicadas a receber a vacina fracionada – gestantes, crianças de nove meses a menores de dois anos e indivíduos com condições clínicas especiais (portadores de HIV/Aids, pacientes ao final do tratamento de quimioterapia e aqueles com doenças hematológicas, entre outras).

A campanha de vacinação contra febre amarela com doses fracionadas foi lançada esta semana pelo Ministério da Saúde e tem por objetivo aumentar a cobertura vacinal do país. A vacinação fracionada será adotada nos estados do Rio de Janeiro, de São Paulo e da Bahia.

Os moradores dessas cidades, caso recebam a dose fracionada, mas decidam viajar a um país que exija o certificado internacional de vacina contra a febre amarela, precisam tomar a dose padrão, segundo a agência.

A Anvisa alerta que não será emitido, “em hipótese alguma”, o certificado internacional a quem apresentar o comprovante de vacinação fracionada. É preciso tomar a dose padrão, em qualquer unidade de saúde. No entanto, é necessário apresentar um comprovante da viagem, por exemplo, o bilhete da passagem.

Colaboração: EBC/Abril


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