Cunha: o posto Ipiranga da política

Aquele slogan que muitos repetem quando se pretende ter alguma informação e o interlocutor responde “Pergunta no Posto Ipiranga!” quando se trata de política, de rapinagem, de levar vantagem, de corrupção, de propina… É só perguntar para o Eduardo Cunha.

Além de saber de tudo, ele transitava livremente por todas as alas do palácio e sabia exatamente quem estava de conluio com quem.

No dia de ontem, o ex-deputado Eduardo Cunha prestou depoimento na Polícia Federal, em Brasília, mas não abriu totalmente a sua caixa de Pandora. Ele esteve mais preocupado em “desconstruir” o depoimento do doleiro Lucio Funaro, que este sim é réu da Lava Jato e já se fez a sua delação premiada.

Tanto Eduardo Cunha sabe “das coisas” que garantiu que Lucio Funaro retirou da sua casa as obras de arte e joias porque teve informação privilegiada que a residência seria revistada pelos agentes. E tem mais, ao invés dos agentes federais irem diretamente para o endereço de Lucio Funaro, foram, primeiro, na casa dos pais deles, dando oportunidade de Funaro “sumir” com os bens que poderiam ser apreendidos. Tudo isso Eduardo sabia de cor e salteado.

O depoimento de Cunha, que aconteceu ontem, faz parte de mais uma etapa da fase de interrogatórios dos réus na ação penal derivada da Operação Sépsis, que investiga o pagamento de propina por grandes empresas para liberação de aportes do Fundo de investimento do FGTS.

Dentre outras denúncias, Cunha afirmou ter apresentado os peemedebistas Geddel Vieira Lima e Henrique Eduardo Alves ao corretor Lúcio Bolonha Funaro. Embora tenha confirmado ter viabilizado os encontros, Cunha disse não ter conhecimento sobre possíveis ilícitos praticados por eles após a apresentação.

Eduardo pode atém não querer, mas que ele é um arquivo de informações ilícitas, ninguém tem dúvidas.

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