Da série – os presidenciáveis!

Na primeira entrevista como candidata do PCdoB à presidência da República em 2018 – gente, por favor… sem rir – Manuela D’Ávila deu sua primeira entrevista como candidata.

Tentei tirar algo de bom do seu discurso. Complicado. Manteve o velho e alienado tom de “golpe institucional”, mas, quando questionada sobre o fato do seu partido se aliar com os tais partidos “golpistas”, respondeu que tem que se esquecer do passado e olhar o futuro.

Vou te dar alguns segundos para você parar de rir e respirar:

Perguntaram sobre como o mercado veria o PCdoB e seu discurso do século XIX. Ela respondeu que o partido é pró-mercado mas, desde que fossem empresas nacionais.

Faltou dizer se essas empresas nacionais seriam tal qual a “Sete Brasil”, criada pelo governo Lula para desenvolver tecnologia nacional para a extração de petróleo, que depois se descobriu que só serviu para desviar dinheiro para as campanhas políticas dos partidos aliados.

Por fim, disse que as reformas realizadas por Temer devem passar por referendo popular. Certamente ela, muito ocupada com o enxoval do seu filho em Nova Iorque, não deve ter visto o que aconteceu nos referendos da Brexit ou o tratado de paz na Colômbia com as FARCs.

Posso até já ajudá-la a fazer as cédulas do referendo:

“Você prefere se aposentar aos 35 anos com salário integral, ou aos 65 anos só tendo a integralidade se trabalhar por 40 anos?”

Aí me pergunto: Será que ela também fará referendo quando tiver que educar seu filho?

“Você prefere que o dinheiro guardado seja usado para pagar seu colégio ou passear na Disney?”

“Você prefere não tomar banho e ir dormir a hora que quiser ou ser obrigado todo dia a tomar banho e ter horários rígidos na hora de dormir?”

No caso dela, que tem muito dinheiro, resultará apenas em uma criança mimada. Mas, Lula e Dilma já mostraram com todas as letras que o Brasil não tem uma mamãe Manoela D’Ávila pra pagar suas alucinações fiscais.

Por Marcelo Lacativa

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