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Guaíra - SP

A maldade continua

Editorial
Guaíra, 8 de Maio de 2018 - 09h45

 

 

 

 

 

 

 

Ainda está vivo na memória de muitos o caso da “Escola de Base” de São Paulo, de propriedade de Icushiro Shimada e sua esposa Maria Aparecida Shimada, que foram acusados equivocadamente de abuso sexual contra os alunos de sua escola, no Bairro da Aclimação.

Na época, o delegado responsável pelo caso, Edelcio Lemos, determinou a prisão de todos antes das investigações chegarem ao fim. A Escola Base teve suas dependências pichadas e os envolvidos sofreram ameaças de morte.

O caso, que ficou conhecido como Escola Base, foi amplamente divulgado pela imprensa naquele ano e, após a troca de delegado, um mês depois do ocorrido, o inquérito foi arquivado por falta de provas. Shimada e sua esposa moveram processos por perdas e danos após o episódio. De acordo com o defensor, Icushiro ainda aguardava o pagamento de indenizações antes de morrer. Ele faleceu aos 70 anos de idade e sua espoca morreu de câncer em 2007.

Naquela época e após o andamento das investigações, todos os envolvidos foram inocentados. Nenhuma prova de que teriam cometido os abusos foi encontrada e o processo foi arquivado. Era tarde demais. As vidas daquelas pessoas já estavam completamente destruídas, em grande parte por causa das notícias veiculadas pela mídia.

É nisso que dá – hoje em dia – em escala infinitamente menor sentar-se atrás de um computador e digitar, muitas vezes no calor de uma denúncia, sem qualquer discernimento, sem conhecimento, sem parâmetros e sem argumentos, a não ser por pura maldade ou então por julgar-se o protetor dos “pobres e oprimidos”… É preciso estudar, saber das leis que regem a imprensa! Os abusos cometidos contra a Cavalgada programada para o último final de semana também merecem uma investigação mais apurada.

Não se brinca com a organização de eventos ou com a intenção das pessoas por pura maldade!


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