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Guaíra - SP

Cortina de fumaça

Editorial
Guaíra, 12 de Janeiro de 2018 - 09h48

Convenhamos, já deu todo esse histerismo em torno da nova ministra do Trabalho, Cristiana Brasil.

Sério mesmo que, nessa altura do campeonato, vai se pedir moralidade e ética do alto escalão de um governo que já mostra em praticamente tudo em modalidade de escândalo?

Mais do que isso. A mulher cometeu um erro, foi processada e pagou por isso. Chega!!! Se for impedir qualquer pessoa que nunca teve problema com a Justiça do Trabalho no Brasil, só sobram crianças com menos de 8 anos. Especialmente em um país onde a Justiça do Trabalho tem várias funções, menos a de se promover Justiça.

Será que ninguém ainda percebeu que não apenas a liminar, mas a negativa de juízes e desembargadores ao pedido de posse, nada mais é do que uma manobra infantil e desesperada de se evitar a aprovação da reforma previdenciária? Só porque são exatamente suas aposentadorias acima do teto em 2/3 dos casos os colocam como os principais atingidos pela reforma?

Sério que vai cair no discurso de moralidade? Sério mesmo?

Pior que isso é ver gente que nunca assinou carteira de empregada doméstica publicando textão nas redes sociais.

Afinal, quem é esta Cristiana Brasil que somente agora apareceu no cenário político nacional?

É o seu primeiro mandato como Deputada, Cristiane Brasil votou pelo afastamento de Dilma Rousseff em homenagem ao pai, Roberto Jefferson – aquele que denunciou o mensalão e ficou estigmatizado por isso.

Entre lágrimas e pausas dramáticas, Jefferson disse que a nomeação de sua filha é um “resgate” à sua imagem após o mensalão. O dirigente do partido foi o pivô do escândalo político iniciado em 2005 e chegou a ser condenado e preso. “É o orgulho e uma emoção que me dá. É o resgate, sabe querida, é o resgate. Fico satisfeito”, disse Jefferson de acordo com informações veiculadas pela imprensa.

São coisas que só existem no Brasil.


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