Dom - 15/07
30º 15º 21:51
Guaíra - SP

Será que já acabou?

Editorial
Guaíra, 11 de julho de 2018 - 07h06

 

 

 

 

 

 

O golpe de Lula era simples. Bastava esperar a escala que colocasse o desembargador do PT em um domingo, em julho, quando Moro estivesse de férias. Tal qual um radical disposto a doar sua vida em nome de um “bem” maior, o desembargador enterrou sua carreira para salvar o chefe.

Sem qualquer fato novo, autorizou a soltura de Lula, justificando não haver “justificativas jurídicas para sua prisão”. Em uma só frase, desrespeitou não apenas a autoridade do seu próprio tribunal federal, mas também do Supremo.

Sem necessidade de exame de corpo de delito por ser domingo, a ideia era aproveitar essas poucas horas antes do Habeas Corpus ser derrubado pra levar Lula para alguma embaixada, provavelmente Venezuela, pedindo asilo como “preso político”.

Lula poderia receber visitas, acessar a internet, gravar vídeos e fazer transmissões ao vivo. A ideia seria transformar a embaixada em um grande comício eleitoral.

A sorte é que o golpe foi desarmado a tempo. Moro impediu a saída de Lula, enquanto o Supremo, a PGR e o próprio TRF-4 se mobilizavam para cassar o Habeas Corpus. Deu certo.

Cabe agora ao CNJ punir com rigor o desembargador, que tem 20 anos de filiação no partido, que só subiu na carreira por indicação política e atingiu o cargo atual de desembargador por indicação de Dilma.

Chega desse aparelhamento terrorista no Estado.

Como se não bastasse tudo isso, os advogados do PT entraram com uma ação para prender Moro e o diretor da PF por desobediência civil. A coisa é tão caricata, que o diretor da Polícia Federal, Roberval Vivaldi, foi citado no pedido prisão como sendo Roberval Drex.

Os advogados do partido petista confundiram a sigla de Diretor Executivo Drex – como sendo o sobrenome.

E pensar que foram essas pessoas que governaram e aparelharam o país inteiro nos últimos 13 anos!


TAGS:

LEIA TAMBÉM
Ver mais >
Acompanhe nossas atualizações. Siga-nos