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Energia elétrica deve subir 50,9% neste ano, estima Banco Central

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Guaíra, 13 de agosto de 2015 - 11h08

Com a decisão do governo, as contas de luz dos brasileiros podem sofrer em 2015, ao todo, aumentos ainda superiores aos registrados no ano passado

Preparem os bolsos. O preço da energia elétrica deve registrar um forte crescimento de 50,9% neste ano, segundo estimativa divulgada pelo Banco Central. A previsão consta da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que elevou a taxa básica de juros para 14,25% ao ano, o maior nível em nove anos.

Em junho deste ano, a previsão do Banco Central era de uma alta um pouco menor no preço da energia elétrica para o ano de 2015 fechado. Na ocasião, o BC estimava um aumento de 41%. A estimativa de alta no preço da energia elétrica em 2015 reflete do repasse às tarifas do custo de operações de financiamento, contratadas em 2014, da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE).

O governo anunciou, no início deste ano, que não pretende mais fazer repasses à CDE – um fundo do setor por meio do qual são realizadas ações públicas – em 2015, antes estimados em R$ 9 bilhões. Com a decisão do governo, as contas de luz dos brasileiros podem sofrer em 2015, ao todo, aumentos ainda superiores aos registrados no ano passado.

Para a gasolina, o Banco Central estimou um aumento de 9,2% em 2015 – patamar um pouco superior ao apontado em junho deste ano, na reunião anterior do Copom. Na época, o BC projetava uma alta de 9,1% para a gasolina em todo este ano.

No começo deste ano, o governo anunciou aumento da tributação sobre a gasolina, por meio da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), do PIS e da Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins). Essa alta foi repassada para os preços.

Com a alta da tributação sobre gasolina e fim de repasses para a conta de luz, o Banco Central informou que prevê, para o conjunto de preços administrados (como telefonia, água, energia, combustíveis e tarifas de ônibus, entre outros), um aumento de 14,8% neste ano. Em junho, a estimativa era de uma alta de 12,7% em 2015.


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