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Entrevista da Semana

José Roberto Barros e sua dedicação à Podologia

Cidade
Guaíra, 11 de Fevereiro de 2018 - 10h39

José Roberto Almeida Barros, 60 anos, casado com Suzana Mara Carreira Barros, é pai de Mateus e Monise, avô de Guilherme e Isadora. É guairense nato e filho dos saudosos Benedito de Barros e Professora Célia. Tem orgulho do sobrenome Barros, herdado do pai, que foi diretor de escola, e não tem receio de demonstrar seu amor por Guaíra.

 

Como foi sua infância?

Uma infância normal, feliz, meu pai exigia muito de nós. Cada filho – éramos em oito – em cada dia da semana um de nós moía o café, varríamos os corredores, arrumávamos a cama, púnhamos o lixo para fora… Foram exemplos que nos moldou para sermos os homens que somos hoje, fomos educados para sermos cidadãos de bem. Era um homem correto, sério, exigente, lembro-me que se o aluno faltasse, ele mandava o Gino Destri ou o Sr. Aristeu ir atrás no bosque, no campo e trazer para a escola. Ele e minha mãe, mesmo com a dificuldade que ela tinha de audição, deixaram excelentes exemplos, são os nossos espelhos, deixaram os modelos para educar nossos filhos e netos.

 

Seu pai foi muito conhecido pela seriedade. É isso mesmo?

Os mais antigos conheceram bem o meu pai. Eu tenho um conhecido, o Sr. João, de mais de 90 anos, e todas as vezes que eu o encontro e converso com ele, ele me pergunta: “quem é você?” Aí eu falo que sou filho do Sr. Benedito de Barros da escola Enoch, do Zezinho Portugal… Aí ele fala: “Ah, sim conheci muito o seu pai, Diretor de Escola que gostava muito da fanfarra do Enoch…” Na época em que a escola Zezinho Portugal foi criada, meu pai foi o diretor e ele tirava dinheiro do bolso para manter a escola limpa porque não havia funcionários para a limpeza. Não vinham verbas e nem tinham funcionários. Ele também ajudou muito a fanfarra com instrumentos, com a manutenção deles, tirando sempre o dinheiro do próprio ordenado.

 

Você estudou sempre em Guaíra?

Estudei em nossa cidade, depois fui para Igarapava fazer o curso de Técnico em Agropecuária e trabalhei até a década 90 na Usina Mandu, como técnico Agrícola. Depois disso fui fazer o Transporte Escolar. Durante o tempo em que me dediquei ao transporte escolar, fiz um curso de podologia, no SENAC, em Barretos.

 

Como surgiu o gosto pela podologia?

Acontece que meu filho ficava constantemente mexendo na sua unha. A unha dele apresentava um probleminha de sempre ficar encravada. Eu o levava em Barretos para fazer o tratamento com um profissional que foi, posteriormente, meu professor. Conversando com este professor, ele informou que estava terminando uma turma de podólogos no SENAC. Então pensei em fazer o curso e, juntamente, com a esposa iniciamos os estudos. Nesta época, deixávamos as crianças com a avó e, durante três anos e meio, viajávamos para Barretos, de segunda à sexta-feira.

 

Você se sente realizado com esta profissão?

Para mim é um prazer, me sinto realizado, sustento minha família com a honestidade desse trabalho, tenho a minha clínica de Podologia, sou também especialista em pés diabéticos e confesso que adoro ver a transformação de uma pessoa que chega com os pés machucados, feridos, então, me dá prazer ver o cliente chegando com dor e saindo sem dor. Gosto de tirar os problemas dos clientes. Na clínica, trabalhamos com laser de alta frequência e estes aparelhos tiram o desconforto na hora.

 

Você está sempre se atualizando?

Sim, nós vamos duas vezes por ano em São Paulo, vamos nos congressos, tanto nacionais e internacionais. Fazemos cursos em Rio Preto, em Barretos, Ribeirão Preto e sempre tem novidades. Procuramos aplicar estas novidades na clínica, principalmente na área das micoses, que é uma patologia muito difícil de se lidar. Recentemente surgiu o LED na Podologia, que ajuda a controlar o fungo e isso auxilia a nascer uma unha nova e saudável.

 

Você então já curou muitas pessoas?

Sim, muitas pessoas foram curadas. Houve casos em que as pernas incharam muito por causa dos fungos que estavam nas unhas e caíram na corrente sanguínea. Então, é necessário encaminhar para um médico vascular. É preciso ter cuidado com os pés, porque eles são o alicerce do corpo. Eles dão a sustentação o corpo. O calo, por exemplo, afeta o caminhar da pessoa. Hoje tira-se o calo inteiro, aplica-se o laser e a pessoa sai caminhando normalmente, pode até dançar um forró (risos).

 

Sua esposa Susana compartilha com você o entusiasmo pela saúde dos pés?

Sim, claro, nós dividimos a clínica. Ela trabalha de manhã e eu na parte da tarde. Temos clientes o dia todo. Sempre tem cliente novo, com problemas. O ser humano tem 20 unhas e se o diabético não controlar a doença, invariavelmente vai ter dificuldades com os pés. Todo tratamento depende do organismo da pessoa, temos clientes de 7 até 96 anos, a micose é mais demorada.

 

Hoje você também faz parte do Lions Clube de Guaíra?

Hoje eu ocupo o cargo de Diretor de Patrimônio pela segunda vez. Posso afirmar que amo o Lions, porque através dele minha família e eu podemos nos doar um pouco mais para a sociedade. Através das campanhas – de leite, de fraldas, arroz, Chocolate em pó – temos a oportunidade de ajudar a APAE, o Asilo, a Santa Casa, o Hospital de Câncer de Barretos, tenho muito orgulho de fazer parte deste clube.

 

Gostaria de deixar uma mensagem?

Hoje eu faço parte do “Terço dos Homens” e gostaria de chamar a sociedade para participar. Essa prática de rezar, de participar, tem dado grandes resultados. Eu recebo uma graça todos os dias, hoje, pode-se dizer que com Deus está difícil, imagine sem Ele? Gostaria que o pessoal se voltasse para Deus, que se aproximasse mais de Jesus, da nossa mãezinha Nossa Senhora, que tivesse Deus no coração e nas atitudes. O “terço dos homens” acontece todas as quintas-feiras, às 20 horas, e as famílias serão sempre bem recebidas…


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