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Estado adotará nova estratégia de vacinação contra a febre aftosa em 2018

Agro
Guaíra, 18 de novembro de 2017 - 10h04

Em maio será obrigatória a vacinação de todo o rebanho bovino e bubalino, independente da faixa etária e, em novembro, será feita nos animais com idade entre 0 e 24 meses

O Estado de São Paulo adotará, a partir de 2018, uma nova estratégia de imunização contra a febre aftosa, com o objetivo de uniformizar o sistema com o calendário adotado pelos demais Estados da federação, a fim de retirar a vacinação em 2021. O anúncio foi feito pelo secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Arnaldo Jardim, e pelo coordenador de Defesa Agropecuária (CDA), Fernando Gomes Buchala.

De acordo com o secretário, a Resolução SAA – 55 estabelece que haverá a inversão das etapas realizadas atualmente, sendo que em maio de 2018, será obrigatória a vacinação contra a febre aftosa de todo o rebanho bovino e bubalino, independente da faixa etária; e, em novembro do mesmo ano, será feita a imunização dos bovinos e bubalinos com idade entre 0 e 24 meses. O ajuste foi realizado a partir de solicitação da Secretaria paulista ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), considerando o pleito do setor produtivo.

A retirada da vacinação contra a febre aftosa está prevista no Plano Estratégico 2017-2026 do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa, do Mapa. Para São Paulo, que pertence ao grupo IV, juntamente com os estados da Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Sergipe e Tocantins, a previsão é em 2021.

Para Arnaldo Jardim, a suspensão da vacinação em alguns anos trará ganhos de eficiência na Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF) e redução de gastos para os produtores, atualmente estimado em R$ 670 milhões/ano. “Retirar a vacina significa diminuir o Custo Brasil, mas é preciso muita consciência na tomada da decisão. São Paulo tem apenas 4,5% do rebanho nacional, mas recebe 24% do rebanho total para terminação ou processamento final para exportação, por isso é preciso atentar para essa vulnerabilidade”, afirmou o secretário.

Para o médico veterinário Fernando Gomes Buchala, o processo é um enorme desafio para São Paulo. “O Estado é o coração da pecuária brasileira, e a retirada da vacinação envolve o empenho das equipes das Coordenadorias de Defesa Agropecuária e de Assistência Técnica Integral (Cati) paulista, para criar uma cultura de educação sanitária junto ao setor produtivo”, explicou.

De acordo com o coordenador da CDA, todo o rebanho paulista será novamente vacinado em maio de 2018, para que em novembro daquele ano tenha início a imunização apenas do rebanho com até 24 meses, concluindo a adaptação ao novo calendário. “Assim, não haverá problema no trânsito dos animais e de status vacinal entre os Estados, com uma barreira imunológica para a retirada da vacinação”, explicou Buchala.

PROCEDIMENTOS

Até 30 de novembro de 2017, deverão ser vacinados todos os bovídeos (bovinos e bubalinos) do rebanho paulista de 11 milhões de cabeças. Os animais vacinados em maio, que na época tinham até 24 meses, também devem ser vacinados. É proibida a vacinação de outras espécies.


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