Expectativa de preços firmes para o milho até meados do primeiro trimestre de 2018

Com relação à produção, a Conab estima uma redução entre 6,1% e 10,1% na área de milho de verão (primeira safra) no país em 2017/2018

Segundo levantamento da Scot Consultoria, os preços do milho subiram 12,1% em relação a setembro deste ano. A sustentação do mercado continua vindo das exportações aquecidas e das incertezas acerca da produção de verão (2017/2018).

Do lado das exportações, o volume médio diário embarcado foi de 266,46 mil toneladas nas três primeiras semanas de outubro, uma queda de 9,9%, frente a média de setembro último, mas na comparação com outubro de 2016, a média diária aumentou 383,7% em outubro deste ano.

Com relação à produção, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima uma redução entre 6,1% e 10,1% na área de milho de verão (primeira safra) no país em 2017/2018, frente a safra passada. Em volume, são de 5,82 milhões a 8,07 milhões de toneladas a menos.

Na B3 (antiga BM&F/Bovespa), os contratos futuros de milho com vencimento em março/18 fecharam em R$34,00 (31/10). Ou seja, uma alta de 9,7% até o final do primeiro trimestre de 2018.

Por fim, é importante destacar que apesar do viés de alta, os estoques maiores deverão limitar os aumentos de preços na temporada.

A Conab estima 19,10 milhões de toneladas em estoques finais em 2016/2017 e 24,55 milhões de toneladas ao final de 2017/2018. Para uma comparação, em 2015/2016, quando os preços do milho dispararam, os estoques finais foram de 6,99 milhões de toneladas de milho. (Scot Consultoria)

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