Seg - 20/08
31º 18º 13:30
Guaíra - SP

Falta de respeito dos cidadãos prejudica Parque Maracá

O uso irresponsável de áreas ao redor do lago gera grande quantidade de lixo após finais de semana. Falta de consciência e respeito ao patrimônio público é sentida por aqueles que admiram o belo cartão postal da cidade

Cidade
Guaíra, 8 de Maio de 2018 - 10h13

Assim como acontece em outros locais da cidade, como as estradas de acesso e mata do residencial Taís, uma cena que vem se tornando frequente no Parque Ecológico Maracá de segunda-feira ou dias após feriado chama atenção e causa revolta em quem tem, no mínimo, um pouco de respeito com maior e mais belo cartão postal do município de Guaíra.

A grande quantidade de lixo jogada em áreas que fazem parte do parque demonstra um total desrespeito de algumas pessoas que utilizam os espaços para o seu lazer. São garrafas, latas, sacos de gelo, papel, bitucas de cigarro e até sobras de alimentos.

O problema é verificado em estacionamentos, como na área de alimentação, na rua 10 defronte à Casa de Cultura Professor João Augusto de Melo e também na avenida existente que margeia o lago atrás da escola municipal Vicencina Vacaro Morsoleto.

Até a praça professora Izabel Lellis, utilizada por famílias que levam crianças para brincar no parquinho, é alvo da falta de respeito. Lá são encontrados outros tipos de lixo, como sacos de bolacha, garrafas de água e latas de refrigerante.

A área de esportes do parque, onde estão localizadas as quadras de areia, pista de atletismo, campos de futebol e pista de skate, também registra problemas com o descarte irregular, mesmo existindo lixeiras nas proximidades.

Todo início de semana, na segunda-feira, a equipe de servidores municipais responsável pelo Parque Ecológico faz uma verdadeira varredura nestes locais. Mesmo com a instalação de 28 lixeiras em toda a extensão da área, os detritos jogados irregularmente geram grande quantidade de material.

Segundo o Chefe do setor, o servidor público Everton Pio, eles chegam a preencher a carreta de um trator. “É lamentável que esta situação continue sendo registrada em nosso parque. Trabalhamos para manter o espaço limpo, mas se não existir colaboração dos cidadãos, o problema persistirá”, lamenta.

TORNEIO DE PESCA

Durante o torneio de pesca solidária, realizado pela prefeitura no dia 1º de maio, a equipe de limpeza montou uma verdadeira estrutura de recolhimento de material. Foram distribuídos 20 tambores para depósito de lixo. Em dois horários, às 10 e às 16 horas, início e término da competição, foram recolhidos sacos cheios de resíduos.

Entretanto, mesmo com este trabalho, na quarta-feira, dia 2, a equipe voltou a fazer seu trabalho nas imediações e, por incrível que pareça, todo material acumulado de um dia para o outro gerou mais 28 sacos. Ou seja, muitas pessoas que ali estiveram produziram o lixo, mas não levaram para suas residências ou jogaram nas lixeiras.

TRABALHO DE CONSCIENTIZAÇÃO

O Chefe do Parque Maracá, Everton Pio, destaca que está em estudo um projeto de conscientização da população sobre o uso responsável dos espaços de lazer pertencentes ao parque. “Uma campanha de orientação aos cidadãos sobre o descarte de lixo deve ser providenciada”, atesta.

Segundo ele, é uma minoria que não tem a consciência sobre a importância de descartar o detrito em lixeiras ou até mesmo levar o que produziu para sua residência. “A maioria das pessoas possui consciência. É uma minoria, só que o parque sente esta ação. A equipe, que poderia ser utilizada para fazer outros serviços, acaba ficando ocupada limpando uma sujeira que, no meu modo de pensar, não deveria existir”, diz.

Após a instalação das 28 lixeiras, agora, o próximo passo é conscientizar aqueles que insistem em atingir o parque Maracá. Com este objetivo, Everton já está conversando com o prefeito José Eduardo para que a administração realize um trabalho de conscientização. “A proposta é que seja realizada a distribuição de panfletos de orientação e até sacos de lixo. Caso o problema não seja resolvido, mesmo existindo uma conscientização destas pessoas, o poder público poderá buscar novas medidas que visem sanar de uma vez por todas este problema”, declara.

EQUIPE DEDICADA

O Parque Ecológico Maracá é um patrimônio de todos os guairenses e cabe a cada cidadão o dever de colaborar com sua limpeza. Se não pode fazer uma ação voluntária de recolhimento de lixo, ao menos não suje este espaço.

O parque conta com sete servidores públicos para a limpeza de sua área, que também compreende o recinto de exposições Ademir Jovanini Augusto, onde são realizados eventos como a Cavalgada dos Amigos, FAIG e a tradicional Festa do Peão.

Este grupo comprometido é coordenado por Pio, que destaca o trabalho diário destes profissionais. “São todos comprometidos em zelar, cuidar e manter nosso parque como os guairenses querem. Mesmo sendo uma equipe pequena, cada um se esforça da melhor maneira, com muita dedicação”, ressalta.

“Cada um dos sete servidores públicos forma uma equipe de colaboradores que assim como toda a comunidade guairense, ama este espaço ecológico e quer mantê-lo sempre limpo. Mas, para isto é preciso apoio de todos. Se cada um fizer sua parte, teremos um parque cada vez mais bem cuidado”, acrescenta.

ARRASTÃO DA LIMPEZA

Na manhã desta segunda-feira, 07 de maio, um grupo composto por servidores municipais, terceirizados da empresa Seleta e integrantes do programa Trabalho Cidadão, fez um verdadeiro arrastão da limpeza no Parque Ecológico Maracá.

O trabalho estava concentrado nas imediações da Casa de Cultura Professor João Augusto de Melo e se estendeu para outros setores. Limpeza de folhas acumuladas, podas de árvores e outros serviços deixaram o local com outro aspecto. “Os visitantes e o cidadãos guairenses que forem participar dos festejos de aniversário da cidade e da Festa do Peão vão se surpreender com o trabalho realizado no parque nestes últimos dias. Agora, irá depender a conscientização de todos em mantê-lo em perfeito estado”, finaliza Everton.


TAGS:

COMENTÁRIOS

  1. Franco disse:

    Parabéns ao jornal O Guaíra pela reportagem, há tempos percebo a completa falta de respeito para com o lago e outros locais usados para lazer. A pessoa vai para lagoa, realiza sua pesca, às vezes limpa seu peixe ali mesmo na beira da lagoa, entretanto, larga tudo que trouxe ali, potinho com restos de comida para uso como isca de peixe, restos do peixe limpo, garrafinhas e outros lixos. Não há equipe da prefeitura que vença isso, é desperdício de dinheiro público que poderia ser investido em melhorias no parque, todavia se faz necessário investimento em limpeza e reparos estruturais, pois, além do acúmulo de lixo, há muita depredação ao parque.
    O Lago Maracá. Um dos lugares mais bonitos da cidade, sua extensão permite que a pessoa possa desfrutar das quadras de esportes, de quiosques, de pistas para caminhada (uma das partes que poderiam ganhar melhorias, se, e apenas se, não houvesse a necessidade de recolher tanto lixo). A população não percebe o prejuízo que traz, programas de conscientização serão fundamentais, podendo, imagino eu, ser ampliado às escolas. Um patrimônio cultural deste deve ser atenção das políticas públicas do município e levado a todos os lugares.
    Quem sabe, em um próximo evento de pesca, não seja oferecido um prêmio a quem recolher a maior quantidade de lixo? Melhor ainda será sabermos, ao final, que o recolheu a maior quantidade de lixo não recolheu sacos e mais sacos e, sim, apenas, algumas poucas garrafas e sacolas que escaparam à atenção daqueles que não são da cidade e vieram participar do evento. Que mais reportagens como essas sejam trazidas para auxiliar na conscientização e como forma de lembrete.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

OUTRAS NOTÍCIAS EM Cidade
Ver mais >
Acompanhe nossas atualizações. Siga-nos