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Famílias que convivem com autismo ganham novo aplicativo que ajuda na rotina diária

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Guaíra, 28 de julho de 2016 - 08h08

App, disponível para dispositivos móveis, ajuda na concentração e desenvolvimento de crianças e adultos com Transtorno do Espectro Autista

Mais autonomia e independência para crianças, adolescentes e adultos com desenvolvimento atípicos. Esta é a função do aplicativo “Jujuba”, lançado na plataforma IOS 6 no dia 07 de julho. Criado pela Jujuba – empresa de tecnologia e informação que oferece serviços e materiais pedagógicos para crianças e adolescentes com dificuldade de aprendizado, autismo (TEA) e outras síndromes – o aplicativo poderá ser adquirido pelas famílias durante o lançamento pelo preço promocional de 1,99 dólares.

Motivador e de fácil usabilidade para as pessoas dentro do TEA, a agenda do app dispõe de itens: que planejam e controlam com praticidade as atividades diárias; avisos visuais e sonoros; sistema de recompensa para as metas alcançadas; personalização de tarefas com fotos e vídeos familiares; relatório semanal do desempenho das tarefas, entre outros. “Nosso propósito é levar informação e aprendizado, contribuindo para que essas pessoas e suas famílias tenham uma vida mais independente, autônoma e integrada à sociedade. Este app é baseado no método ABA (Análise do Comportamento Aplicado) que é referência mundial para organizar comportamentos”, destaca a empresária Ana Carolina Felício.

Bastante didático e com recursos disponíveis para fotos e vídeos, o app “Jujuba” pode ser utilizado de várias formas como, por exemplo, no auxílio ao beber água. Outras atividades também podem ser executadas como: lembrete do horário de medicamento, planejamento da rotina diária, uso do banheiro, entre outras. “O Jujuba é uma ajuda para os responsáveis envolverem de forma atraente as pessoas com desenvolvimento atípico. O bacana desse app é que a própria criança gerencia suas metas e seus prêmios de acordo com seus avanços. Em cada conquista é super importante os responsáveis fazerem muita festa para motivá-la ainda mais”, alerta Ana Carolina.

Antes de ser lançado, o “APP Jujuba” foi testado por famílias que convivem com autismo ou desenvolvimento atípico. A fotógrafa Tonnia Coelho Nacev, de Ribeirão Preto, mãe de Maria Cecília, 4 anos, diagnosticada com TEA, também participou do projeto piloto do app e o considerou bastante intuitivo e interativo.

O app Jujuba também foi testado pela fonoaudióloga especialista em audiologia Lilian Kuhn. Mestre e Doutora em Linguística pela PUC-SP, ela utilizou a tecnologia com alguns de seus pacientes com TEA durante as terapias fonoaudiológicas. “Adorei! Além de cumprir bem a sua função de fornecer um apoio visual e temporal da rotina de atividades durante as sessões de terapia, o app tem um design atrativo, e está em português – o que facilita o manuseio por pais, professores e cuidadores, além de, é claro, as próprias crianças”, avalia.

Já Julia Felício Machado, 16  anos, que tem desenvolvimento atípico e é filha de Ana Carolina Felício, disse que o app Jujuba parece uma amiga robô que a ajuda a não se esquecer de suas obrigações. “Eu não gosto que as pessoas ficam me falando o que eu tenho que fazer. Gosto de realizar minhas coisas sozinhas porque já sou moça. Ela me ajuda a lembrar das minhas coisas favoritas e também das não tão legais, como escovar os dentes, tarefa e ir para aula. E eu adoro fazer filmes das minhas coisas porque depois eu vejo e lembro como tem que fazer. Também gosto de ganhar moedas e ver meus prêmios”, conta.

O neurologista Dr. Carlos Gadia, um dos maiores especialistas em autismo no mundo, afirma que o uso da agenda de rotina é básico e de fundamental importância no tratamento de crianças com TEA. “O que muitas vezes requeria profissionais para a sua elaboração, agora está à disposição a todas as famílias graças à Jujuba, através de um aplicativo que alia tecnologia e criatividade”, diz.

Ana Carolina Felício pontua que o aplicativo ainda é recomendado para outras condições como: dificuldades de aprendizado e linguagem; atraso global do desenvolvimento; transtorno do déficit de atenção com hiperatividade e transtorno do déficit de atenção (TDAH e TDA); paralisia cerebral; Down; deficiência intelectual e Alzheimer. Segundo ela, alguns especialistas indicam o uso de dispositivos móveis no máximo 2 horas por dia, assim o “Jujuba” foi criado para ser consultado e utilizado em determinados momentos. “Inclusive o aplicativo tem a funcionalidade do alarme para isso, avisando o usuário quando deve ser usado”, conclui.


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