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Grêmio fará assembleia para a venda de 6,84 ha do Clube de Campo

Reunião convocada pelo atual presidente Marcelo Fantacini acontecerá no dia 16 de abril, na sede campestre do Grêmio Literário e Recreativo XVIII de Maio

Cidade
Guaíra, 30 de Março de 2018 - 08h20

O próximo dia 16 de abril poderá marcar mais uma triste fase da história do Grêmio Literário e Recreativo XVIII de Maio. De ponto de encontro da elite guairense, hoje é mais um exemplo da crise que assola os clubes sociais nos últimos anos.

O primeiro patrimônio a ser vendido para a iniciativa privada foi a sede social do clube, localizada na esquina da rua 12 com a avenida 9, região central da cidade. Local dos grandes eventos da sociedade guairense, foi comercializado com objetivo de quitar dívidas contraídas pelo clube e com a proposta de que fossem realizados investimentos na sede campestre.

Na época, a sede social foi comercializada por R$ 2,1 milhões, gestão do ex-presidente Roberto Ramos. O valor foi parcelado e parte do dinheiro da venda foi recebido já pela diretoria presidida por Marcelo Fantacini, o Bill.

Agora, segundo edital de convocação de assembleia geral extraordinária, que foi publicado na edição de 27 de março do Jornal O Guaíra, a atual diretoria do clube, ainda presidida por Marcelo Fantacini, pretende comercializar 6,84 hectares paulista da sede campestre, localizada no quilômetro 61 da rodovia Assis Chateaubriand, a SP-425.

A reunião acontecerá no dia 16 de abril, com início às 19h30, em primeira convocação com a presença de pelo menos 1/5 dos sócios em condições de votar e, em segunda votação, uma hora depois, coma presença de qualquer número de sócios.

A convocação se faz em razão do disposto no artigo 23, parágrafo 1, alínea “e” do Estatuto Social, tem como pauta única o recebimento, a votação de proposta de venda de parte do patrimônio da associação. Todos os associados do Grêmio que estiverem em dia com o pagamento de suas mensalidades.

O Jornal O Guaíra tentou entrar em contato com Marcelo para mais esclarecimentos sobre a situação da instituição e os motivos da possível venda. Porém, até o fechamento desta edição não houve retorno, pois o mesmo estava em viagem.

SEDE SOCIAL FECHADA

A sede social do Grêmio Literário e Recreativo XVIII de Maio permanece fechada desde que foi comercializada. Na época da venda, foi especulado que o prédio iria sediar a unidade de uma rede de supermercados, o que não aconteceu até hoje.

CLUBE MARACÁ

Diferente da sede social do Grêmio Literário e Recreativo XVIII de Maio, o Clube Maracá, outro espaço dedicado à vida social dos guairenses, foi leiloado pelo Ministério do Trabalho em 2012.

Na época, o patrimônio foi avaliado em R$ 3,5 milhões para ser utilizado no pagamento de dívidas trabalhistas contraídas pelo clube durante suas décadas de existência.

Foi leiloado todo o quarteirão, entre as ruas 16 e 18 e avenidas 25 e 17, para empresários da cidade de Barretos. Além do terreno, toda a estrutura se perdeu, como quadra poliesportiva, coberta, arquibancadas, vestiários, sauna, uma piscina semiolímpica, duas piscinas grandes e uma pequena, toboágua, a boate, o terraço e seu palco.

Na edição de 18 de janeiro de 2014, a manchete de O Guaíra foi: “Clube Maracá será demolido para abrigar conjunto de casas de alto padrão”. Hoje, após três anos daquele janeiro, apenas duas residências estão sendo construídas no quarteirão que um dia foi local de lazer da comunidade guairense.

Se algo não for feito, assim como aconteceu com a sede social do Grêmio, a sede campestre poderá ter o mesmo destino e encerrar, de uma vez por todas, a história da sociedade gremista em Guaíra, assim como aconteceu com o clube Maracá.


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