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Grupos organizam protesto contra Dilma para o dia 16 de agosto

Cidade
Guaíra, 13 de agosto de 2015 - 11h06

Guaíra também está aderindo ao movimento e os munícipes estão divulgando por redes sociais que irão se reunir na Praça São Sebastião, a partir das 08h30

A primeira semana de retorno do recesso do Congresso já prometia vir acompanhada de derrotas para a presidente Dilma Rousseff, mas dois fatores colocaram ainda mais combustível na crise: a prisão do ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu  e a pesquisa de opinião que conferiu a ela o título de presidente mais impopular desde 1990.

Uma pauta desafiadora no Congresso e manifestações devem marcar agosto, mês que no passado já foi palco para a renúncia de um presidente, a morte de outros dois e protestos que levaram ao primeiro impeachment do Brasil.

Centenas de milhares de brasileiros indicaram, por meio de mídias sociais, participação na marcha contra a presidente Dilma Roussef, no próximo dia 16 de agosto (domingo). Guaíra também está aderindo ao movimento e os munícipes estão divulgando por redes sociais que irão se reunir na Praça São Sebastião, a partir das 08h30.

A campanha para uma “mega manifestação” vem crescendo na internet com o intuito de reunir milhares de brasileiros nas ruas. O movimento é organizado principalmente por três grupos — Movimento Brasil Livre (MBL), Revoltados On-Line e equipe do site Vem Pra Rua –, que possuem os nomes no flyer de divulgação do protesto contra a presidente.

Essas manifestações podem encorajar os opositores do governo em um momento delicado no Congresso, o que pode incluir pedidos de impeachment e medidas do ajuste fiscal na agenda de votações.

O aprofundamento da recessão e um escândalo de corrupção atingindo pessoas do alto escalão do Partido dos Trabalhadores já esgotou o capital político da presidente e levou sua popularidade para mínimas históricas. Qualquer nova deterioração no cenário põe em risco o esforço fiscal que Dilma encaminhou ao Congresso e ameaça a classificação, duramente conquistada, de grau de investimento do Brasil.

Ameaça grave

Há duas possibilidades para sustentar o pedido de impedimento:

  1. O Tribunal de Contas da União rejeita as contas de Dilma, e o Congresso também. Ao abrir a brecha para a presidente ser enquadrada no crime de responsabilidade, há base jurídica para abertura de um processo de impeachment. Nesse quadro, o vice-presidente Michel Temer assume o comando do País.
  2. O Tribunal Superior Eleitoral julga em setembro as contas da presidente. Se comprovada irregularidade, como o financiamento da campanha derivado de dinheiro desviado da Petrobras – investigado na Operação Lava Jato, a chapa de Dilma e Temer pode ser cassada.

Este último é o cenário preferido dos integrantes do PSDB que pedem novas eleições.


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