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Nossos jovens precisam voltar a sonhar

Opinião
Guaíra, 10 de junho de 2018 - 09h48

Por Milton Nonaka

Nascemos de um ato de amor e vivemos para ser profundamente felizes por meio do amor. O “amor compartilhado” com os que nos cercam nos aproxima de Deus e faz de nossa vida uma caminhada segura para o mundo celestial, assim como o amor que une um casal de namorados, muitas vezes nascido de um olhar, é a expressão máxima desse sentimento humano que foi colocado no coração de cada um.

Nosso país e o mundo vivem tempos difíceis. A radicalização parece dominar as mentes da maioria das pessoas. Problemas econômicos, divergências políticas e injustiças sociais estão dividindo países, polarizando os brasileiros, roubando a paz de nossas famílias e dificultando relacionamentos. O amor está dando lugar ao ódio e à inveja. “Quando o individualismo predomina demais, faz com que as pessoas desenvolvam, em excesso, inveja, ciúme, possessividade e, no final das contas, ódio”, alerta o líder espiritual japonês Ryuho Okawa em seu livro Mude sua Vida, Mude o Mundo.

Estamos em pleno Mês dos Namorados – um mês festivo por si só e ainda mais este ano, com a Copa do Mundo de Futebol. Tudo isso reaviva lembranças e deveria fazer nossos corações vibrarem. Quem consegue se esquecer do “correio elegante”, aqueles bilhetinhos de amor que os jovens casais trocavam durante a festa junina? Será que em tempos de mídias sociais ainda há espaço para esse tipo de romantismo?

Será que no mundo em que vivemos nossos adolescentes têm as oportunidades que merecem para amadurecer no amor e por meio dele ser felizes? O início do namoro é um tempo maravilhoso de descobertas, uma experiência inédita que deixa marcas eternas no coração de cada um. É triste perceber que ódios e paixões, injustiças, corrupção, carências e sensualidade sem freios estão destruindo os sonhos de muitos de nossos jovens – que precisam com urgência voltar a sonhar e a acreditar.

O amor, em todas as suas dimensões, é um dos temas prediletos de Okawa. Em vários de seus livros, como Trabalho e Amor e Convite à Felicidade, entre outros, o líder espiritual ensina que uma pessoa somente pode ser feliz se conseguir contribuir para a felicidade dos que a cercam. Para ele, “amor compartilhado” é o que nada espera em troca. Construir a felicidade dos outros é construir a própria felicidade. É o caminho mais fácil de abrir as portas do céu. Okawa aconselha os namorados a se empenharem para ser um par perfeito e a agir para se libertar do “amor possessivo”.

A capacidade de amar e de nos apaixonarmos é parte de nossa natureza. É raro encontrar uma pessoa que não sinta necessidade de se completar em companhia de outra e com ela compartilhar suas alegrias e tristezas. O amor nasce em qualquer tempo e lugar, livre de preconceitos de cor e raça, de riqueza ou pobreza, de cultura ou ideologia. Ele simplesmente chega, envolve e transforma. É vida e fonte de vida. Mas é fundamental que toda pessoa, de modo especial quem namora, tenha em mente que “o amor desaparece quando se espera algo em troca por aquilo que se faz, pois não se trata de amor de verdade. O verdadeiro amor é desprendido, deixa as pessoas livres”, conforme diz Okawa em Convite à Felicidade.

Não importa qual seja nossa religião, todas – sem exceção – pregam o verdadeiro amor como caminho para a felicidade em nossa caminhada neste mundo e para chegar à Verdade, a Deus, ao mundo celestial. Que até mesmo os casais que se uniram há muitos anos possam sentir novamente a ternura dos namorados neste mês tão especial.


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Milton Nonaka

Consultor de novos negócios da editora IRH Press do Brasil, que publica em português as obras de Ryuho Okawa. Um dos autores mais prestigiados no Japão, Okawa tem mais de 2.300 livros publicados, ultrapassando 100 milhões de cópias vendidas, em 29 idiomas. (www.okawalivros.com.br)

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