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O Mal da Atualidade – violência psicológica e moral

Opinião
Guaíra, 6 de setembro de 2018 - 10h46

Por: Uliane Marcelina de Freitas Almeida, psicóloga

Infelizmente, ainda que num nível superficial, todos nós vivenciamos algum tipo de violência ou quem sabe somos agressores; na escola, rua, redes sociais, etc. Daí a importância de tomar consciência de nossos atos maldosos e renunciar esse tipo de atitude.

Segundo a OMS, agressões moral e psicológica podem preceder, inclusive, a mais extrema violência e 70% dos casos de agressões são contra a mulher. Xingar, humilhar; diminuir a autoestima da pessoa; restringir as ações, decisões e crenças; o gaslighting – abuso mental que consiste em distorcer os fatos e omitir situações para deixar a vítima em dúvida sobre a sua memória e sanidade (fazer a vítima achar que está ficando louca); oprimir e controlar; expor a vida íntima da pessoa; atirar objetos, aperto e beliscões, sacudir; forçar atos sexuais desconfortáveis; impedir o uso de preservativo ou obrigar a mulher abortar; controlar dinheiro e documentos como forma de violência patrimonial; causar danos aos objetos favoritos da pessoa.

O artigo 7º da Lei nº 11.340 diz que violência psicológica , é qualquer conduta que cause danos emocional ou prejuízo à saúde psicológica; à diminuição, prejuízo, perturbação ao seu desenvolvimento, e a autodeterminação da mulher; que tenha o objetivo de degradá-la ou controlar suas ações, decisões, crenças e comportamentos, mediante a ameaça, constrangimento, manipulação, humilhação, isolamento, perseguição, vigilância constante, insulto, chantagem, ridicularização, exploração, limitação do direito de ir e vir ou qualquer conduta que configure difamação, calúnia ou injúria.

Por falta de esclarecimento sobre esse tipo de violência psicológica e moral, as vítimas tendem a achar o comportamento do agressor normal. Vemos em redes sociais que depois de vitimada, a mulher é acusada muitas vezes por não identificar o agressor, e não é bem assim, para a mulher que vive em uma sociedade machista tem muitas barreiras a serem quebradas, dizer “não” é uma delas, precisamos superar  desigualdades e transformar a sociedade para acolher a liberdade feminina sem culpa, já que, em uma relação a dois, não depende unicamente do comportamento de apenas uma pessoa e novas ameaças podem ser feitas de forma a piorar a situação até a morte. É de fundamental importância o esclarecimento do direito feminino pra que possamos abrandar essa onda de violência.  Procure ajuda e faça valer seus direitos.

 


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Uliane Marcelina de Freitas Almeida, psicóloga

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