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Guaíra - SP

Polícia e PAME capturam responsáveis por jogar couro irregular na região

Todos os envolvidos são de Guaíra e podem ter ligação com outros casos semelhantes ocorridos no município. De acordo com um dos envolvidos, ele recolhia os resíduos de uma empresa de Franca e os despejava em propriedades rurais durante seu trajeto

Cidade
Guaíra, 16 de junho de 2018 - 10h57

Cerca de 6 toneladas foram descartadas pelos indivíduos na quinta-feira (14)

 

 

 

 

 

 

 

Policiais de Ituverava (SP) e de Conceição das Alagoas (MG), com o apoio dos militares de Miguelópolis, Guaíra, Ipuã e do PAME (Plano de Auxílio Mútuo em Emergência), prenderam os indivíduos que estavam descartando resíduos de couro em propriedades rurais da região, na noite desta última quinta-feira (14), por volta das 20h30.

O flagrante ocorreu na fazenda Cachoeira do Maeda, no município ituveravense, no momento em que servidores do PAME faziam “campana” para descobrir quem estava praticando o delito em uma das fazendas arrendadas para a Usina Colorado, em uma área de Preservação Permanente, mais precisamente às margens de um brejo.  Eles conseguiram localizar o veículo suspeito e entraram em contato com as autoridades.

Com a chegada da viatura, os indivíduos evadiram-se do local, porém, um deles foi preso em flagrante; o guairense M.C.S.J, de 36 anos, que alega que foi contratado para fazer um “bico” e que iria receber somente R$ 20 para o serviço.

Na área, a polícia encontrou cerca de 4 toneladas de chorume – restos químicos utilizados para curtição de couro e que, penetrando no solo, causam grande danos à flora e ao lençol freático. Diante dos fatos, M. recebeu voz de prisão pela prática de crime ambiental, cuja pena máxima não ultrapassa quatro anos de reclusão, sendo arbitrada fiança no valor de mil reais que não foi paga pelo indivíduo.

Em fuga para a região de Minas, os policiais paulistas entraram em contato com a Polícia de Conceição das Alagoas (MG), que localizou o caminhão Mercedes Benz de cor azul e surpreendeu os suspeitos.

O veículo era conduzido por R.C.M.B, 40 anos, que trazia também outros descarregadores de mercadoria: A.B.S, 51 anos e J.G.C, 38 anos. Todos eram de Guaíra.

Ao ser questionado, o motorista e proprietário do caminhão disse que realmente descarrega os lixos tóxicos para a empresa “Riberquímica”, situada em Franca (SP), e que despejou cerca de seis toneladas do material naquele dia.

Agora, as investigações seguem com a Polícia Civil de Ituverava, que irá instaurar inquérito para averiguar todos os envolvidos, inclusive as empresas do município francano, que serão autuadas pela prática irregular.

Restos do resíduos encontrados na carroceria de um caminhão de Guaíra ajudaram a polícia de Conceição das Alagoas (MG) a identificar os suspeitos, que tentavam se evadir no município mineiro.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

OUTROS CRIMES

A equipe do PAME não descarta a possibilidade dos indivíduos estarem envolvidos com outros casos ocorridos na região de Guaíra. “Eles confessaram que fazem isto regularmente para empresas de Franca”, afirma.

O PAME (Plano de Auxílio Mútuo em Emergência) tem atuado de forma efetiva com rondas e fiscalizações contínuas para identificar os causadores do descarte irregular do couro.  “Com o apoio da Polícia Militar de Ituverava, Miguelópolis e Conceição das Alagoas foi possível identificar e conduzir à autoridade responsável os transportadores desse material”, salientou o grupo.


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