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Quase R$ 6 milhões de dívidas: auditoria na Santa Casa aponta graves erros da antiga gestão

Geral
Guaíra, 31 de agosto de 2017 - 09h50

Vereadores estão recebendo os resultados do auditor, contratado pelo Legislativo e se espantam com o déficit do hospital deixado pela intervenção do ex-prefeito Sérgio de Mello, através do interventor Wellington Campos

Durante a última sessão ordinária da Câmara Municipal, realizada na noite de terça-feira (29), dois assuntos monopolizaram os pronunciamentos dos vereadores. O primeiro foi o bloqueio judicial de recursos na conta da Sociedade Guairense de Beneficência, a SOGUBE. Já o segundo abordou a situação da Santa Casa de Misericórdia de Guaíra.

Coincidência ou não, as duas entidades ainda sofrem os reflexos negativos de ações promovidas pela administração do ex-prefeito Sérgio de Mello. A Santa Casa passou POR intervenção da administração anterior e agora está com uma dívida que ultrapassa os R$ 5 milhões.

Durante seus pronunciamentos, os parlamentares da bancada de situação, formada pelos partidos PSDB, Democratas e PTB, lamentaram a situação vivida pelas duas entidades. Os edis foram enfáticos em dizer que Guaíra hoje sofre as consequências de quatro anos da gestão do ex-prefeito Sérgio de Mello à frente da prefeitura.

José Mendonça fez uso da Tribuna “Vicente Lacativa” para comentar a comissão especial de estudos criada pelo Legislativo para analisar a situação financeira do hospital. Ele citou que durante a análise ficou comprovado que vários documentos contábeis da entidade não existiam, o que já comprova uma irregularidade e exigiu da atual provedoria que faça mudanças no quadro administrativo da Santa Casa.

Já José Reginaldo Moretti relembrou o contrato de uma empresa de consultoria para prestar serviços na instituição durante a intervenção, liderada pelo então advogado aliado a Sérgio de Mello, Wellington Campos. “Contrataram uma consultoria por R$ 25 mil. Inclusive, o responsável por esta empresa aqui esteve tentando intimidar nós vereadores. Na época eu disse que nunca iriam calar esta Câmara Municipal. Agora, com esta auditoria, nós vamos saber a realidade da Santa Casa”, afirmou Moretti.

O vereador Edvaldo Donisete de Morais também falou sobre a auditoria e disse que a situação é preocupante. “Quando fui vice-prefeito do Zé Carlos, no período de 2009 a 2012, nós passamos mais de R$ 17 milhões para o hospital em quatro anos. Olha a gravidade que vou dizer no momento: na gestão do Sérgio de Mello e vice Denir Barulho (começou em 2013) queriam tomar a Santa Casa, que tinha R$ 500 mil de dívidas. O Rosinha interferiu lá e tomaram a entidade. Na gestão do senhor Sérgio de Mello, durante os quatro anos, ele repassou mais de R$ 29 milhões! Uma diferença de mais de R$ 12 milhões em quatro anos do que repassamos. Hoje a Santa Casa deve R$ 6,5 milhões. Tirando R$ 500 mil que já devia, são R$ 6 milhões e com R$ 12 milhões, são R$ 18 milhões. Dividido por 48 meses que são quatro anos de administração, são R$ 375 mil por mês jogado no lixo. Eu gostaria que urgentemente esta comissão encaminhasse o relatório para o Promotor urgente. Acabaram com o nosso hospital com R$ 18 milhões jogado no lixo. Diminuíram a capacidade de atendimento e arrecadação em quatro anos, ao contrário do ano de 2012, quando deixamos”, denunciou.

De acordo com a parlamentar Ana Beatriz Coscrato Junqueira, a intervenção foi desastrosa. “Foi uma intervenção desastrosa que resultou em uma dívida de quase R$ 5 milhões. Aquela consultoria que foi contratada por R$ 25 mil mês, não teve resultado porque não existe qualquer tipo de documentação que comprove aquele serviço. O relatório foi feito e esperamos que o judiciário puna os culpados”, destacou.

A Dra. Bia ainda recordou que na última gestão, a Câmara Municipal fez várias denúncias em relação ao trabalho desenvolvido pela intervenção realizada pelo ex-prefeito Sérgio de Mello, que contratou uma empresa para prestar consultoria e pagou R$ 25 mil mensais por este serviço. Entretanto, nada foi feito, a intervenção continuou até a mudança de mandato e ninguém sofreu punição até o momento.

 



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