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Vereador denuncia falta de solução para resíduos de couro

Geral
Guaíra, 7 de outubro de 2017 - 10h18

Moacir João Gregório confirmou que após nove meses da atual gestão, a prefeitura ainda não deu destinação correta para o lixo tóxico, que pode contaminar lençol freático e causar danos à saúde de funcionários do local

Esta não é a primeira vez que o vereador Moacir João Gregório visita a área pertencente a Usina de Reciclagem de Lixo, localizada ao lado do aterro sanitário, para verificar a situação do resíduo de couro, material que foi depositado irregularmente no município em 2016, durante gestão do ex-prefeito Sérgio de Mello e seu vice Denir.

O material foi encontrado pela parlamentar Dra. Bia Junqueira, que localizou o lixo tóxico em duas áreas pertencentes à prefeitura. Um processo de sindicância foi aberto para apurar responsabilidades de servidores no recebimento deste material.

Moacir já havia denunciado o problema ao Poder Executivo e recebeu como resposta que a administração daria um destino correto para o material. “O que foi informado não foi cumprido e o couro continua no mesmo local. Será que é tão difícil resolver esta situação ou terei que buscar auxílio de órgãos de fiscalização?”, questionou.

Os resíduos estão depositados em uma área ao lado dos barracões da Usina de Reciclagem, onde trabalhadores de uma cooperativa de catadores e recicláveis desenvolvem suas atividades. Parte do material está coberto e outro exposto, inclusive produzindo um resíduo líquido por consequência das chuvas deste mês de outubro.

Para Gregório, o prazo de nove meses foi suficiente para a administração. “Neste sentido demonstra que o governo não está comprometido em solucionar o problema e quanto mais o tempo passa o prejuízo ao meio ambiente é maior”, disse. “Este governo tem sito marcado pela morosidade e falta de determinação para solucionar problemas que se arrastam nestes últimos meses. Já está na hora de começar a fazer gestão. A população já perdeu a paciência e cobra resultados”, completou.

Moacir destacou que irá encaminhar um ofício ao prefeito José Eduardo Coscrato Lelis solicitando providências no prazo de 30 dias. Caso o problema não seja resolvido, ele irá encaminhar a atual situação para os órgãos competentes de fiscalização.

OUTRO LADO

Ao questionar a prefeitura sobre a situação em que se encontra os montes de restos de couro, inclusive expostos à chuva, a mesma informou que os detritos “estão sobre uma manta impermeável, que evita a contaminação do solo.”

“É necessário um processo licitatório de uma empresa transportadora que faça a transferência do resíduo. O processo licitatório está em andamento”, complementa o governo municipal.

O Jornal O Guaíra ainda tentou obter mais informações referentes aos responsáveis pelo depósito ilegal deste lixo tóxico no município, mas o Executivo não forneceu mais detalhes. “Está em curso um processo administrativo e está se investigando os culpados.”


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