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Vereadora questiona provedoria sobre situação financeira da Santa Casa

Os parlamentares aguardam resposta da diretoria do hospital desde o dia 03 de maio. Eles querem saber o motivo de atraso do pagamento dos médicos de especialidades e qual a função e o salário de um profissional contratado recentemente

Cidade
Guaíra, 1 de junho de 2018 - 10h22

 

 

 

 

 

Durante a última sessão ordinária da Câmara Municipal, ocorrida na noite desta terça-feira (29), a vereadora Dra. Ana Beatriz Coscrato Junqueira utilizou seu pronunciamento para questionar a provedoria da Santa Casa de Misericórdia de Guaíra sobre o motivo de os parlamentares ainda não terem recebido resposta para ofício encaminhado no dia 03 de maio.

De acordo com a Dra. Bia, no documento, aprovado pelo plenário da Casa de Leis e assinado por todos os edis, o Legislativo solicita várias informações ao atual provedor Jonas Lellis, como: o número de internações, SUS e convênio; o motivo do atraso dos pagamentos dos médicos de especialidades de 2017 e 2018; o motivo do atraso do pagamento das AIHs dos médicos referentes aos anos de 2017 e 2018; e a função e forma de pagamento de salário a um profissional contratado recentemente para administrar parte do hospital.

“Pedimos a cópia de contrato desse médico, porque, segundo nos foi repassado por pessoas lá de dentro, foi feita uma contratação no valor de mais ou menos R$ 20 mil, o que estamos aguardando documentação, e que não havia necessidade disso. Que até havia um problema na semana passada, que parece que esse médico se quer consegue arrumar plantonista para trabalhar na cidade”, disse a vereadora durante sessão.

Como ela e outros parlamentares haviam sido questionados sobre sua fiscalização quanto a assunto da Santa Casa, a Dra. Bia respondeu: “Foi levantado um ponto pelo vereador Edvaldo sobre a nossa fiscalização na gestão passada sobre a Santa Casa e tenho a dizer que nós fiscalizamos muito bem na gestão passada, tanto que até tentaram me processar junto à Casa de Leis por conta da fiscalização acirrada em cima das pessoas que estavam utilizando da entidade para ‘tirar dinheiro’. Nós fomos no Ministério Público, fizemos vários procedimentos, e foi feito sim, da mesma forma que estamos tentando fiscalizar nessa gestão”, respondeu.

“Como a população pode perceber, nós estamos em cima tentando resolver da melhor forma possível, mas infelizmente não estamos tendo o respaldo que deveríamos ter por parte da Santa Casa”, complementou.

Para ela, caso não haja retorno da provedoria, o legislativo irá procurar outras alternativas. “Espero que o provedor e os diretores respondam ao nosso ofício. Nem quero acreditar que chegou nas mãos deles esse documento desde o dia 3 de maio, porque tem assinatura de recebimento de uma funcionária lá de dentro, e que eles tenham conhecimento disso e estão omitindo as informações para a Câmara. Eu não quero acreditar nisso. Se eles não responderem aí nós vamos tomar as medidas cabíveis junto ao Ministério Público; é isso que vamos fazer.”

JUROS ALTOS

Segundo Ana Beatriz, atualmente, o único hospital de Guaíra paga mais de R$ 100 mil reais juros/mês. “Então, qualquer verba que conseguirmos com deputados vai ser exclusivamente para pagamento de juros. Porque, se teve a oportunidade da gestão atual de assumir a Santa Casa, e eu digo resolver o problema ou amenizar, e não foi feito. Foi passado para mãos de particular de novo e agora fica difícil qualquer outra forma de repasse de dinheiro, inclusive da prefeitura para ajudar o hospital.”

DESAPROPRIAÇÃO

No primeiro trimestre de 2018, a prefeitura havia confirmado que possuía interesse na compra do prédio onde está localizado o Pronto Socorro, que é de propriedade da Santa Casa de Misericórdia, e que isso iria ajudar a entidade a cobrir suas despesas. Porém, até o momento não houve negociação ou confirmação da compra. Para a Dra. Bia Junqueira, isso contribui para a situação complicada que a instituição enfrenta. “Na época, se falou em desapropriação do prédio do pronto socorro, hoje está complicado, porque até agora não foi feito nada e a gente vai vendo a Santa Casa, aos poucos, perdendo o fôlego e é isso que a gente não quer, porque é o único hospital da cidade.”

SAÚDE PÚBLICA

Além da Santa Casa, Ana Beatriz também comentou sobre o atraso no pagamento dos plantonistas do Pronto Socorro Municipal. “Quero ainda pedir ao secretário da saúde, junto com a gestão atual, para regularizar a situação de pagamentos dos plantonistas do PS, porque é uma situação que vem se prorrogando desde o final do ano passado e tem que ser feita de uma forma de licitação pra resolver isso aí. Já estou enviando requerimento para a prefeitura se já tem algo em andamento para resolver, porque eles não recebem desde o dia 20 de março. Então já venceu 20/03, 20/04, 20/05 e sempre é assim, vão pagando de 3 em 3 meses, de 4 em 4 meses, e precisa ser resolvido, porque quem trabalha quer receber e deve receber”, finalizou.


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