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Vereadores constatam que equipamentos da UPA são levados para outro setor

Moacir João Gregório e Maria Adriana de Oliveira Gomes confirmaram que alguns objetos pertencentes à Unidade de Pronto Atendimento estão sendo direcionados para outros setores da prefeitura

Cidade
Guaíra, 21 de Abril de 2018 - 09h20

Após denúncia, os vereadores Moacir João Gregório e Maria Adriana de Oliveira Gomes realizaram, nesta semana, uma visita ao prédio da Unidade de Pronto Atendimento (UPA), localizado em área pertencente ao poder público, no bairro Campos Elíseos, para averiguar se, realmente, equipamentos haviam sido levados do imóvel.

O prédio, que foi construído na gestão passada e contou com recursos do Governo Federal, ainda possui futuro incerto e deixa a população, há quase dois anos, aguardando a definição de sua utilização e início dos atendimentos.

Entretanto, desta vez, o motivo da visita não foi para verificar a situação do prédio, mas sim para apurar a denúncia de que materiais comprados para equipar a Unidade estariam sendo desviados pela atual administração para outros setores.

A visita foi supervisionada pelo servidor público Patrick Monteiro, que é responsável pelo Departamento de Patrimônio do governo municipal. Eles estiveram em todas as salas e, em um primeiro momento, confirmaram que três aparelhos de ar condicionado foram retirados do prédio.

A informação repassada aos vereadores é de que os materiais estão sendo utilizados em outros departamentos, como por exemplo, no prédio da farmácia pública. Como estes objetos teriam sido adquiridos com recursos próprios da prefeitura, poderiam ser usados em outros locais.

Moacir e Maria Adriana registraram, durante a sessão ordinária da última terça-feira (17), a preocupação em relação à situação dos equipamentos da UPA e a transferência dos mesmo. Assim, eles formalizaram um requerimento solicitando a relação de todos os aparelhos adquiridos para a Unidade e quais foram direcionados para outros imóveis. “Precisamos verificar a fundo esta situação. Além de não utilizarem o prédio, ainda estão transferindo para outros setores equipamentos que foram comprados para servir para esta unidade. Isso não podemos aceitar”, disse Gomes.

Gregório também cobrou do poder público uma gestão eficiente sobre o que pertence à comunidade guairense. “O atual governo precisa começar a agir, a mostrar para a população trabalho e não sucatear aos poucos um prédio como este da UPA. A nossa população clama por uma melhor saúde pública e o que vemos é um desrespeito com o dinheiro público”, comentou ele.

Ao ser questionada, a prefeitura ressalta que a Unidade de Pronto Atendimento foi recebida em 2017 com falta de equipamentos (para serem licitados), necessidade de avaliação técnica do Departamento de Obras e alvará de licença de funcionamento, o que não foi feito pela gestão anterior de Sérgio de Mello, que chegou a inaugurar o prédio sem todos esses requisitos, o que impediu o funcionamento do mesmo.

“Além da falta de 11 itens no valor de R$300 mil, o prédio recebeu uma reforma antes mesmo de ser inaugurado, para reparos na rede elétrica e teve a tubulação do oxigênio furtado. A Prefeitura abriu uma Sindicância, que está em andamento para apurar todas as inadequações do prédio da UPA. Em relação aos aparelhos de ar-condicionado, desde 2017, todos os equipamentos são patrimoniados”, aponta o governo municipal.


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