
Estados e municípios da Região Sudeste seguem mobilizados para atualizar a caderneta de vacinação de crianças e adolescentes menores de 15 anos. As vacinas do Calendário Nacional estão disponíveis o ano inteiro nas Unidades Básicas de Saúde, mas a presença delas no posto só faz diferença quando o braço aparece para receber a dose.
Entre as prioridades está a vacina tríplice viral, que protege contra o sarampo. O Brasil segue livre da circulação endêmica do vírus, mas essa conquista é frágil. Basta que a cobertura vacinal caia para que o risco volte a bater à porta, especialmente em regiões onde os índices ainda estão abaixo do recomendado pelo Ministério da Saúde.
O cenário internacional reforça a urgência. Uma epidemia recente de sarampo na Bolívia acendeu o sinal vermelho nas autoridades brasileiras, principalmente nos municípios de fronteira. O diretor do Departamento do Programa Nacional de Imunizações, Eder Gatti, é claro ao afirmar que o foco é impedir que o vírus encontre espaço para se instalar novamente no país. Manter o Brasil livre do sarampo hoje depende, sobretudo, de decisões tomadas dentro de casa.
E essas decisões passam pelo cuidado cotidiano. Em Jundiaí, a moradora Tainy Locatelli, mãe de um menino de cinco anos, resume um sentimento comum entre quem escolhe vacinar: tranquilidade. Para ela, a proteção garantida pelas vacinas desde a primeira infância é um conforto que nenhum discurso contrário consegue substituir.
O calendário vacinal vai além do sarampo. Ele protege contra doenças que já causaram sofrimento, sequelas e mortes, como poliomielite, tuberculose, difteria, tétano, coqueluche, hepatite B, meningite, febre amarela, HPV e Covid-19. Hoje, o principal objetivo é completar esquemas atrasados e evitar que a negligência reabra capítulos que o Brasil já conseguiu fechar.
Para pais e responsáveis, o recado é direto e sem rodeios. Quem vacina, protege o próprio filho e também o filho do outro. Quem adia, abre espaço para o vírus voltar a circular. A vacina contra o HPV, inclusive, segue disponível para jovens de 15 a 19 anos até junho de 2026, uma oportunidade que não deve ser desperdiçada.
O sarampo não é uma ameaça distante nem um problema abstrato. Ele se aproveita do esquecimento, da falsa sensação de segurança e da ideia perigosa de que “com o meu filho não vai acontecer”. A história já mostrou que acontece. A diferença, agora, é que a prevenção está ao alcance de todos.
Procure a Unidade Básica de Saúde mais próxima. Atualize a caderneta. Proteja hoje para não se arrepender amanhã. O futuro das crianças começa com uma decisão simples, rápida e gratuita: vacinar.

