ANÁLISE DO ESPECIALISTA

Cidade
Guaíra, 16 de dezembro de 2022 - 12h40

 

 

SOJA 

COMO O MERCADO SE COMPORTOU NA ÚLTIMA SEMANA?

A semana passada foi marcada por forte alta nas cotações de Chicago,  principalmente por causa das condições climáticas adversas da Argentina. O contrato com vencimento em janeiro/23 encerrou a semana sendo cotado a U$14,82 o bushel (+2,92%) e o com vencimento em março/23 a U$14,86 o bushel (+2,62%), também positivo.

A safra 2022/23 da Argentina vem sendo bastante prejudicada com as chuvas mal distribuídas e temperaturas elevadas. De acordo com a Bolsa de Cereales de Buenos Aires (BCBA), o país vem registrando temperaturas acima de 35ºC e um nível de precipitação acumulada bem abaixo da média de outros anos.

Além disso, o plantio segue lento com apenas 37,1% da área total plantada contra 56,1% no mesmo período do ano passado. Dessa forma, apenas 11% das lavouras estão em condições boas e excelentes, contra 78% em relação à safra 2021/22. 

Por outro lado, também vale ressaltar que o farelo de soja tem sido um derivado de maior representatividade no processamento do grão, representando cerca de 70% da soja. Sendo assim, esse farelo vem se valorizando expressivamente, fechando a semana cotado a U$471,60 por tonelada, uma alta de +11,20%. Essa valorização, consequentemente, tem puxado as cotações em Chicago.

Ainda nesta semana, foi publicado o relatório de Estimativas de Demanda e Oferta Agrícola Mundial (WASDE), emitido pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Ele não trouxe alterações nas estimativas de produção da América do Sul, contrariando as expectativas do mercado, que esperava redução de produção, principalmente na Argentina. Contudo, houve diminuição dos estoques finais, apesar de pouco expressiva, no mercado argentino.

No Brasil, as condições de lavoura continuam ótimas. Segundo o boletim divulgado dia 08/12 pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a projeção da expectativa de produção nacional de soja se mantém acima de 150 milhões de toneladas. Já o plantio evoluiu 33,2% no último mês, totalizando 90,7% da área projetada.

 

 

Em relação ao dólar, a semana foi marcada por muita volatilidade, refletindo as questões políticas internas do Brasil, marcada pela aprovação da “PEC da Transição” e a definição do ministro da economia. Segundo o analista da Grão Direto, apesar da aprovação da proposta, houve uma interpretação positiva pelo mercado, pois ela foi reduzida em 53 bilhões, diminuindo o impacto fiscal.

Além disso, houve a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil em manter a taxa Selic (taxa básica de juros) em 13,75% ao ano. Dessa forma, a moeda americana terminou a semana cotada a R$5,25 (+0,59%).

Com a alta expressiva de Chicago e do dólar, a soja brasileira obteve uma valorização, em relação à semana anterior.

 

 

 

 

O QUE ESPERAR DO MERCADO?

O clima na América do Sul vai continuar sendo um fator muito importante diante da evolução do plantio. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) projeta chuvas volumosas para todo o Brasil, com exceção do nordeste. 

Ruan Sene, analista da Grão Direto, acredita que as precipitações poderão continuar pouco expressivas e com temperaturas elevadas no cinturão produtor da Argentina, apresentando mais preocupação para o mercado, o que pressiona as cotações de Chicago.

Os números de exportações da soja norte-americana serão observados de perto pelo mercado, podendo trazer um aumento no volume de venda devido ao incentivo que as fortes altas estão trazendo para o produtor americano. 

As medidas de flexibilização contra o COVID na China poderão aumentar a demanda de soja norte-americana. O país asiático vem efetuando compras futuras em menor volume, se comparado ao ano passado, possivelmente aguardando a safra brasileira chegar ao mercado.

A moeda americana deve ter mais uma semana de muita oscilação, pois haverá dados econômicos importantes da economia americana: inflação e decisão de taxa de juros. No Brasil, o cenário político poderá continuar sendo observado de perto, mas sem grandes novidades. Sendo assim, a moeda americana poderá ter uma semana de alta.

Diante de todo esse cenário de incertezas, a semana poderá ser de continuidade de alta nas cotações aqui no Brasil com uma possível valorização de Chicago e dólar, tornando o cenário propício para vendas brasileiras.

 

MILHO

COMO O MERCADO SE COMPORTOU NA ÚLTIMA SEMANA?

A demanda interna não apresentou mudanças significativas na semana anterior, porém, com a aproximação do fim de ano, comumente, ocorre diminuição da demanda por parte das indústrias. Esse cenário resultou em leve valorização no mercado físico, na maioria das regiões.

No Brasil, o plantio registrou um avanço de 28,2% no mês, chegando a 72,1% da área projetada para a cultura, segundo o boletim divulgado dia 08/12 pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

De acordo com a maior plataforma de grãos da América Latina, Grão Direto, as condições climáticas têm favorecido o avanço do plantio e a qualidade das lavouras, diferente da Argentina que tem sofrido com o clima, que se mostra seco e com altas temperaturas para as próximas semanas. 

Mesmo com essas intempéries climáticas o país registrou um avanço de 7,3%, comparado à semana passada, chegando a 32,7% da área total, mas ainda com atraso de 5,2% quando comparado ao ano passado.

Na semana anterior, saiu o relatório de Estimativas de Demanda e Oferta Agrícola Mundial (WASDE), emitido pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O relatório trouxe uma diminuição de 4,5 milhões de toneladas na produção ucraniana e uma queda de aproximadamente 3 milhões de toneladas  nos estoques.

A Ucrânia, que é uma das principais fornecedoras do grão para a União Europeia, normalizou o fluxo de exportação, mas a expectativa de redução apresentada pelo USDA pode fazer com que o grão ucrâniano fique mais caro, migrando a demanda para o Brasil.

Em relação às exportações norte-americanas, a semana continuou lenta, mas trouxe números maiores que o penúltimo relatório, aumentando para 700 mil toneladas. Esse número veio dentro do esperado pelo mercado, que projetava entre 300 mil e 1,07 milhão de toneladas. Com isso, Chicago fechou a semana próximo a estabilidade, valendo U$6,34 por bushel (-0,16%).]

 

O QUE ESPERAR DO MERCADO?

O clima na América do Sul vai continuar sendo um fator muito importante diante da evolução do plantio. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) projeta chuvas volumosas para todo o Brasil, com exceção do Nordeste.

As precipitações poderão continuar pouco expressivas e com temperaturas elevadas no cinturão produtor da Argentina, elevando o nível de preocupação para o mercado, o que pode continuar pressionando as cotações de Chicago.

Os números de exportações do milho norte-americano vão continuar sendo observados de perto pelo mercado, podendo impactar nas cotações de Chicago.

No Brasil, a demanda poderá continuar perdendo ritmo, com a aproximação do fim de ano, visto que as indústrias geralmente diminuem seu ritmo de compra. Isso poderá causar queda nos preços do mercado físico.

Ruan Sene, analista da Grão Direto, acredita que as cotações brasileiras poderão ter uma semana de desvalorização, em relação à semana anterior, prevalecendo a baixa demanda,

somado à oferta expressiva.

 

 


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