Cidade não atingiu nem a metade da meta de crianças vacinadas contra a gripe

Pais e responsáveis não estão levando seus filhos, de 6 meses a 6 anos incompletos, nos postos de saúde para a imunização

Cidade
Guaíra, 3 de junho de 2020 - 23h09

Um levantamento da Vigilância Epidemiológica de Guaíra mostra que o município ainda não atingiu a meta de imunização de crianças de 6 meses e 6 anos incompletos na campanha de vacinação contra a gripe (H1N1).

Segundo dados do dia 28 de maio, foram somente 49,82% (1.272) vacinados desse público-alvo; o preconizado pelo Ministério da Saúde é uma cobertura de pelo menos 90% nos segmentos prioritários, que são contemplados com a vacina gratuita.

Gestantes, puérperas e adultos e 55 a 59 anos de idade também estão com baixa adesão, sendo 41% (136), 40% (22) e 39% (753) respectivamente.

Um bom exemplo de cobertura foi no segmento dos idosos, cuja população estimada pelo Ministério era 4.610 e o número de imunizados chegou a 5.446, perfazendo um percentual acima do estimado 118%. Vale destacar também os trabalhadores de saúde, 110% (906 pessoas).

Este ano, a vacinação, que devido a pandemia de Covid foi antecipada, começou no dia 23 março e está prevista para ser prorrogada até 30 de junho, de acordo com informações do Ministério da Saúde.

A campanha desse ano seguiu um cronograma para evitar a aglomeração nos postos de saúde, no entanto, nos primeiros dias, devido à grande procura dos idosos, houve formação de filas e esgotamento dos estoques de vacinas, que foram repostas de acordo com a demanda. Mas, após isso, no decorrer da campanha, a procura foi fraca.

A Secretaria de Saúde do Município conclama todos os pertencentes aos grupos prioritários, com enfoque especial para crianças, que ainda não tomaram as doses, que procurem um posto de saúde mais próximos para serem imunizados contra a H1N1.

“Esta vacina é importante, principalmente, durante a pandemia. Ela não protege contra o Coronavírus, porém evita que os pacientes contraiam a gripe H1N1, que também é uma doença grave, e por outro lado facilita diagnóstico nos casos suspeitos da Covid, ou seja, o médico, se souber que o paciente foi imunizado para H1N1, tem mais subsídios para fechar um diagnóstico no caso de suspeita de infecção pelo novo Coronavírus”, diz o secretário Jorge Uatanabe.

 

 


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