




Em Santa Rita do Passa Quatro, a fé e a tradição italiana foram estruturadas como turismo religioso com incentivo do SP Produz, fortalecendo a articulação entre moradores, comerciantes e entidades, além de ampliar a divulgação, a qualificação dos serviços e a organização das celebrações. Em Analândia, o ecoturismo ganhou escala com o mesmo apoio estadual, integrando preservação ambiental, capacitação profissional e geração de renda. Dois caminhos distintos, sustentados por uma mesma lógica: reconhecer os próprios ativos e utilizar políticas públicas que já estão disponíveis.
Se cidades com realidades diferentes conseguiram avançar a partir de planejamento e suporte institucional, o olhar naturalmente se amplia para outras regiões do interior. O SP Produz mostra que existem recursos, orientação técnica e um modelo claro de desenvolvimento regional, mas também deixa um recado objetivo: o apoio existe, porém, exige organização, governança e visão coletiva.
Nesse cenário, Guaíra se apresenta como um município com potencial evidente para trilhar esse mesmo caminho. História, tradições culturais e religiosas, eventos populares, força do agronegócio, localização estratégica e o Rio Grande formam um conjunto de ativos que, se integrados, podem originar projetos turísticos alinhados às diretrizes do programa estadual.
O diferencial das cidades que avançam não está em criar algo novo, mas em estruturar o que já possuem. Santa Rita e Analândia não inventaram suas vocações — elas as organizaram e, a partir disso, acessaram o SP Produz. Esse é o ponto de virada que se coloca também para Guaíra.
Pensar o turismo como política de desenvolvimento exige articulação entre poder público, iniciativa privada e sociedade civil. O Estado aponta o caminho e oferece instrumentos. Cabe às cidades decidir se vão apenas observar ou se preparar para participar.
Quando cidades entendem seus potenciais, o futuro começa a se organizar. Os exemplos estão dados, o programa existe e o potencial é real. Guaíra tem ativos. O SP Produz oferece suporte. O próximo passo depende de decisão local.

