Bastidores do Impeachment

Editorial
Guaíra, 28 de agosto de 2016 - 08h33

Muitas são as pessoas que “adoram” conhecer o que se passa nos bastidores do poder. Diante das câmeras, os senadores estão se digladiando, xingando, se exaltando, e quem assiste pensa que eles são arqui inimigos. Não são amiguinhos, mas, passa longe os espetáculos que dão para nós – pobres incautos – que ficamos torcendo para que eles nos representem dignamente.

Nem a TV Senado, nem a Globo News divulgam esses bastidores do “bate-boca”.

Por exemplo: O senador Ronaldo Caiado (DEM-GO), opositor do PT e favorável ao impeachment de Dilma, atendeu o advogado da presidente, José Eduardo Cardozo, que torceu o pé. Lembrando que Caiado é médico ortopedista.

Confiante de que a primeira etapa do julgamento acaba até sábado (27), Paulo Rocha (PT-PA) estava convocando senadores para “tomar cachaça” depois da sessão para desanuviar. Lula foi convidado.

O deputado Fábio Ramalho (PMDB-MG) quis fazer um gesto aos colegas senadores e enviou um farto banquete ao gabinete de Renan Calheiros na presidência do Senado, no intervalo do almoço. Tutu à mineira, leitão à pururuca e couve para 40 pessoas.

O Ministro do Supremo, que atua como presidente da sessão de julgamento do impeachment, Ricardo Lewandowski não participou da comilança e almoçou no STF.

Dilma Rousseff preferiu não assistir à sessão do Senado pela TV. Bastante ansiosa, pediu que assessores mostrassem a ela os pronunciamentos dos senadores aliados por escrito. De resto, passou o dia trabalhando em seu discurso que fará segunda-feira (29), no plenário da Casa.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve desembarcar em Brasília hoje (28) para ajudar a sucessora a fechar seu discurso. Auxiliares apostam na veia emocional de Lula, que deve assistir ao pronunciamento de Dilma direto do Senado.

Senadores, que fazem oposição ao PT, estão guardando a sete chaves os termos que usarão para se dirigir a Dilma na segunda. Líder do PSDB, Cássio Cunha Lima quis antecipar sua ideia, mas foi barrado por Agripino Maia (DEM-RN). “Não fala! Se vazar, estamos lascados.”


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