Lula e Dilma durante a votação

Editorial
Guaíra, 20 de abril de 2016 - 08h05

Todos nós não escondemos a curiosidade em saber como reagiram o ex-presidente Lula e a presidente Dilma durante a votação do impeachment no último domingo.

Eles estavam juntos com mais 20 pessoas sentados em uma sala de reuniões no Palácio da Alvorada. Estavam mapeando os votos e Lula não escondia o seu abatimento.

Quando o Deputado Tiririca se apresentou para votar, o ex-presidente desabafou: “Esse cara esteve comigo hoje. Como ele faz isso? Ele ia votar com a gente”.

No entanto o que ele ouviu foi: “Senhor presidente, pelo meu país, meu voto é sim”, afirmou Tiririca durante a sessão de votação. Há quase seis anos como deputado, essa foi a primeira vez que o ex-humorista fez uso do microfone do plenário da Câmara.

“Ele ia votar com a gente”, repetiu Lula. Dilma balançou a cabeça negativamente. Estava consciente das traições.

Assessores presidenciais tentavam mapear os “traidores”, não apenas entre deputados do PP, mas também PR, PMDB e outras siglas. Somente PT e PC do B não traíram o governo. Concluiu-se ali que “o vento das ruas” não estava com Dilma e o clima no plenário, favorável ao impedimento da petista, influenciava deputados como Tiririca, que foi ovacionado pela oposição após dizer “sim”.

Outro pepista que esteve no QG anti-impeachment que Lula montou em um hotel de Brasília foi o deputado Paulo Maluf (SP). Ele era contrário ao impeachment da presidente, mas mudou de ideia durante a comissão especial da Câmara. O ex-presidente tentou reverter mais uma vez o voto de Maluf, mas não conseguiu.

Lula recebeu raros “nãos” em Brasília nos últimos dias e o seu desânimo era visível durante a votação de domingo. Cabisbaixo, falava pouco e parecia realmente surpreso com alguns votos que, para ele, eram inesperados. Como o do deputado Adail Carneiro (PP-CE), assessor especial do governador Camilo Santana (PT-CE). Carneiro foi exonerado para votar contra o impeachment. Era voto certo mas, em seu discurso, votou “sim” pelo impedimento e pediu “desculpas” à presidente.

No entanto, quando o Deputado Bolsonaro dedicou seu voto para o algoz de Dilma, o torturador Carlos Alberto Brilhante Ustra, o constrangimento foi geral. Fez-se silêncio na sala! Dona Dilma se levantou de onde estava sentada e foi ficar sozinha no corredor. Depois não conversou mais! Esta provocação feita através do voto do Deputado Bolsonaro, foi desnecessária e maldosa! Não precisava disso!!!


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