Meu malvado favorito

Editorial
Guaíra, 28 de abril de 2016 - 11h13

Ninguém pode negar que o presidente da câmara dos Deputados, Eduardo Cunhae Dona Dilma Roussef, presidente da República, são os maiores desafetos um do outro. Não se suportam!

Na realidade, os dois também são os maiores desafetos do Brasil. Poucas são as pessoas que defendem e acreditam tanto em Cunha como em Dilma. Não é sem razão que o Brasil abomina personalidades como os dois. Ambos representam o que há de pior na política nacional.

Mas, convenhamos, mesmo não morrendo de amores pelo Deputado Cunha, pergunta-se:  que outro deputado teria “peito” para orquestrar um impeachment da nossa presidente? Eduardo Cunha usou de todos os artifícios que o cargo de presidente da câmara lhe ofereceu para articular dois episódios importantes: Primeiro se safar de ser cassado ou condenado – pelo menos até hoje – do seu cargo de deputado. Segundo, de organizar todo o aparato para dar sustentação ao processo de impeachment de Dilma Roussef.

Pesam sobre Cunha, que – pasmem – é nosso representante (do povo) na câmara dos deputados, processos como por exemplo:ele é suspeito de esconder contas bancárias na Suíça, de envolvimento no esquema de corrupção da Petrobras, de ocultação de bens e o uso do cargo para chantagear parlamentares.

Cunha nega, mas no caso da contas na Suíça, a imprensa divulgou cópias de seu passaporte que teriam sido usadas na abertura das contas, assim como documentos contendo sua assinatura.

Sendo assim, foi iniciada uma representação contra Cunha no Conselho de Ética da Câmara por quebra de decoro parlamentar que pode levar à cassação do mandato. No início de março, depois de quatro meses de manobras de Cunha e aliados para adiar a decisão – o que tornou este o mais longo processo de cassação da história do legislativo – o Conselho votou por aceitar o pedido de investigação.

Em março, Cunha apresentou sua defesa. Agora, o Conselho tem 40 dias para apresentar o relatório final, que pode recomendar ou não a cassação de Cunha. E assim, o “malvado favorito” do Brasil, torna-se um mal necessário.


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