Não se emendam!

Editorial
Guaíra, 19 de julho de 2016 - 08h11

Quem está acostumado a gastar o dinheiro público – como se fosse seu – não se emenda. Por aqui também é assim: quem se acostuma a fazer consultorias, a torto e a direito, para tudo, até para espirrar, nunca vai fazer uma economia ou priorizar o gasto em uma necessidade básica do cidadão do nosso município.

Assim, Claudia Cruz, esposa do ex-deputado Eduardo Cunha, continua com sua vida de dondoca, mantendo sua rotina de academias, shoppings, transformando o dinheiro desviado pelo marido em bolsas e sapatos de grife.

No mesmo dia em que a notícia da renúncia de Cunha ganhava as manchetes dos jornais, Claudia Cruz era também notícia na imprensa por estar mantendo sua rotina de restaurantes e lojas de luxo.

E o dinheiro público entra tão fácil até Paula Roussef Araújo, casada, 39 anos, mãe e procuradora do trabalho no Rio Grande do Sul – como o sobrenome famoso já entrega, filha da presidente Dilma Rousseff. Paula Rousseff entrou no MPT (Ministério Público do Trabalho) do Rio Grande do Sul em 2003 por meio de concurso público. Atualmente, recebe salário de R$ 25.260,20 e exerce a função em Porto Alegre.

Paula é seguida o tempo todo por um forte esquema de proteção – uma das atribuições do Gabinete de Segurança Institucional aos familiares dos chefes de estado.

A presença militar, muitas vezes, causa constrangimentos. Em outubro de 2014, às vésperas da eleição, Paula foi madrinha de um casamento no Espírito Santo. Além de passarem o tempo todo na porta na festa, os seguranças da filha da presidente vetaram os demais padrinhos de estacionarem no lugar reservado a eles. A única exceção foi o carro dos noivos.

A revista “Isto É” flagrou Paula  e seu marido deslocando-se em Porto Alegre a bordo de carros oficiais blindados e protegidos por escolta armada. Oito carros e 16 homens estão à disposição do casal, violando, assim, a legislação, que autoriza, em situações específicas, apenas o uso de seguranças pagos pelo Tesouro a filhos de presidentes (em exercício, o que não é o caso de Dilma, que se auto intitula “uma mulher honesta”). Só de combustível, a frota consumiu R$ 13,9 mil.

Tudo muito fácil para quem lida com o dinheiro do povo!


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