A “narizinho” vira ré

Editorial
Guaíra, 29 de setembro de 2016 - 08h02

Quem acompanhou a campanha do impeachment da ex-presidente Dilma Roussef também seguiu a defesa feroz feita por uma senadora, que fazia parte da turma que se sentava à frente do plenário e que tentou, por várias vezes adiar, a votação.

Bonita, elegante, sempre com um sorriso irônico, era a Senadora do PT, Gleisi Hoffman, que insistia em chamar Dilma Roussef de “presidenta”.

Sua fala era sempre carregada de sotaque e não poupava críticas – contundentes – para aqueles que ousavam não comungar com seu partido e suas ideias.

Agora ela é vítima de seu próprio veneno. A 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal decidiu, nesta terça-feira (27), abrir ação penal contra Gleisi Hoffmann (PT-PR) e o marido dela, o ex-ministro do Planejamento Paulo Bernardo, por suspeitas de terem recebido de forma ilegal R$ 1 milhão para a campanha de Gleisi ao Senado em 2010. Dessa forma, eles se tornaram réus na ação.

Segundo a denúncia da Procuradoria-Geral da República, o dinheiro teria origem no esquema do chamado petrolão, investigado pela Operação Lava Jato, e teria sido repassado à campanha com o objetivo de manter no cargo o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, hoje um dos principais delatores do esquema de corrupção na estatal.

A decisão veio após voto do relator do processo, ministro Teori Zavascki, responsável pelas ações da Operação Lava Jato no Supremo. Participaram do julgamento, além de Zavascki, Celso de Mello, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes.  Em seu voto, Teori rejeitou o argumento dos advogados de defesa de que a denúncia não traria provas das acusações.

Aquela velha história de “quem com ferro fere, sai ferido” não deixa de ser verdade!


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