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Guaíra - SP

O Mês das Mulheres

Editorial
Guaíra, 7 de março de 2019 - 10h45

Até bem pouco tempo atrás as mulheres eram chamadas de “Sexo frágil”, mais pela sua delicadeza, pela sua doçura do que propriamente do seu porte físico.

Assim, alguns homens se aproveitavam – e ainda se aproveitam – desta fragilidade para impor o seu ponto de vista e sob o punho cerrado e muitos hematomas vai conferindo a sua “superioridade” pela força.

As agressões que culminam em morte dessas mulheres, são chamadas hoje de “feminicídio” e as penas para este tipo de crime têm, depois de muito tempo, uma carga maior de culpabilidade.

Nem sempre foi assim…

Numa entrevista a esta folha, publicada na última terça-feira, o subcomandante da PM, Fransérgio Dorigan, fez uma importante explanação sobre o tema “Violência Doméstica”.

Acontece que é lá, dentro das quatro paredes do seu lar, que ocorrem as maiores atrocidades. Começa aos poucos, com um desrespeito aqui, uma palavra de baixo calão ali, até se chegar a vias de fatos: a agressão física.

E por que a mulher se cala? Por que não denúncia assim que o agressor der os primeiros sinais de ser uma pessoa violenta, de ser uma pessoa descompensada?! Muitas vezes a bebida é um fator agravante e a mulher prefere se recolher ao seu canto, chorar, do que procurar uma delegacia e denunciar o agressor.

A mulher tem vergonha de expor as suas feridas, as suas mazelas. Antes de fazer qualquer acusação ela pensa nos filhos, no constrangimento de deixar claro que ela – e seus filhos – são agredidos dentro de casa.

Há pouco tempo, a mulher não recebia o respaldo que recebe hoje das autoridades policiais. Isso a fazia sentir ainda mais culpada!

Hoje, a diferença é grande: os policiais já estão preparados para receber e encaminhar uma mulher que chega até a delegacia com sinais de agressão.

A lei Maria da Penha evoluiu e qualificou também os policiais. Ninguém mais é obrigada a conviver com um ser de atitudes instáveis. A mulher se empoderou, sabe seus direitos, e cada vez mais procura ajuda para colocar o agressor atrás das grades.


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