Peixe graúdo

Editorial
Guaíra, 21 de outubro de 2016 - 07h43

A prisão de Eduardo Cunha, mesmo sendo esperada, assustou o parlamento. Os Deputados estavam no plenário e quando a notícia chegou foi quase que instantaneamente esvaziado. Começou um corre-corre sem precedentes.

Assim, já começaram as “desculpas” ouvidas por aí a respeito desta prisão:

  1. É só para justificar a prisão do Lula;
  2. A prisão não foi vazada para a imprensa para que ninguém tirasse foto do Cunha sendo preso;
  3. É só para não parecer que só se prende político de esquerda;
  4. É só para despistar. Aposto que em 5 dias ele tá solto;
  5. Prenderam Cunha só para não dizer que Sérgio Moro prendia apenas os filiados ao PT.

Mas, o fato é que o Supremo ficou com o processo contra Eduardo Cunha por quase 180 dias e não fez nada, não deu andamento.  O juiz Sergio Moro pegou o caso do ex-deputado e em 5 dias já apareceram os resultados.

Até quando vamos continuar batendo na tecla de manter a imunidade parlamentar?

Isso é que nem a Voz do Brasil. Resquício da ditadura militar, que não faz mais o menor sentido nos dias atuais.

Ao falarmos em Cunha, é bom se lembrar de Roberto Jefferson, que foi o primeiro a rotulá-lo como “Meu malvado favorito”, pois sabia o quanto Eduardo Cunha era necessário para que se desenrolasse o impeachment da nossa ex-presidente. Sem a “malvadeza” de Cunha, com certeza nada disso teria acontecido. De personalidade forte, seu objetivo era a presidência do Brasil. Não mediu esforços para “quase” chegar lá. O problema de Eduardo Cunha é que comprou pessoas demais. Fez reuniões demais, dividiu o dinheiro demais!

Mesmo fazendo um grande bem ao Brasil, Cunha não passa de mais um político desonesto e com certeza merece estar onde está: sozinho em uma cela de 15 metros quadrados, tendo um vaso sanitário e comendo de marmitex. Vai sentir falta das mordomias.


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