Você sabe quanto custa o Senado, a Câmara Federal, as assembleias, as estruturas que compõem o topo da máquina pública?
Representatividade e serviços nos custam alto todos os anos. Muito alto. São bilhões destinados a manter funcionamento, assessorias, gabinetes, estruturas administrativas, benefícios, manutenção predial, logística, comunicação e uma engrenagem que raramente para.
Mas a pergunta que realmente importa não é apenas quanto custa.
É quanto retorna.
Democracia tem preço. Instituições têm custo. Isso é fato. O problema começa quando o valor investido não se traduz em eficiência, produtividade legislativa de qualidade, reformas estruturais ou melhoria concreta na vida de quem paga a conta.
Porque quem banca tudo isso não é uma abstração chamada “Estado”. É o trabalhador. É o empreendedor. É o produtor rural. É o comerciante. É o profissional liberal. É cada cidadão que vê parte significativa do que ganha ser direcionada para sustentar a máquina.
E se custa alto, precisa entregar alto.
Já passou da hora de exigirmos mudanças estruturais que devolvam efetivamente tudo aquilo que financiamos. Não se trata de enfraquecer instituições, mas de fortalecê-las com eficiência. Não é atacar a representatividade, mas qualificá-la. Não é cortar por cortar, mas revisar, otimizar e tornar sustentável.
A estrutura pública precisa ser compatível com a realidade do país. Precisa ser proporcional à capacidade de quem paga. Precisa produzir resultados que justifiquem cada centavo investido.
Não é radical exigir eficiência. É racional.
Não é populismo pedir transparência. É cidadania.
Não é desrespeito cobrar desempenho. É responsabilidade.
O Brasil amadureceu. O contribuinte amadureceu. A sociedade já entende que narrativa não paga conta e promessa não fecha orçamento.
Se representatividade custa caro, ela precisa valer cada centavo.
E isso só acontece quando a cobrança deixa de ser ocasional e passa a ser permanente.

