Quase 2 bilhões por ano

Editorial
Guaíra, 10 de junho de 2017 - 09h53

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) custa, aos cofres públicos, quase 2 bilhões por ano. Mesmo assim está gastando mais da metade do tempo de um mandato para julgar um único caso que é o da principal do país – a eleição do presidente da República.

Esta Instância máxima da Justiça Eleitoral brasileira recebe processos de todo o Brasil, julgando desde vereadores até presidentes.

Em tese, a Corte deveria garantir que as eleições ocorram de forma limpa e justa. Atuando não apenas no momento em que o pleito ocorre, mas punindo os que escolhem burlar a lei e conseguir vantagens injustas. Infelizmente, isso não vem ocorrendo.

A eleição para Presidente da República é a mais importante do país! Escolhe aquele que será a pessoa mais poderosa de toda a estrutura governamental. Ainda assim, após quase três anos do fim do processo eleitoral, o tribunal não conseguiu dizer se as contas da chapa Dilma-Temer, abastecidas com dinheiro roubado da Petrobras, ensejam ou não a cassação da dupla.

No final, os que resolvem seguir a lei acabam tendo sua candidatura desidratada ainda no início da eleição. Concorrendo com alguém que, com a anuência do TSE, tudo pode fazer. Os únicos punidos pelo atual sistema eleitoral são os pequenos candidatos e os que não são políticos profissionais.

Assim, se depois de tudo que foi provado, esta chapa como a de Dilma e Temer não ser cassada, fica a dúvida da real finalidade de um Tribunal Superior Eleitoral.

É melhor fechar e decretar que está tudo liberado!


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