Seria divertido se não fosse trágico

Editorial
Guaíra, 1 de junho de 2017 - 10h09

Temer demitiu Oscar Serraglio do Ministério da Justiça. Nada demais para um governo que troca os ministros como mulher troca a cor do cabelo. Temer se justificou que precisa de Serraglio de novo na Câmara para ajudar nas votações das medidas de austeridade.

Até aí tudo bem. Acontece que Rocha Loures, o deputado que recebeu a mala com 500 mil reais a mando de Temer, era o seu substituto enquanto Serraglia estava como ministro da Justiça. Com a volta do ex-ministro, Rocha Loures deixa seu posto de suplente. E perde o foro privilegiado.

Ou Temer é inocente e pouco se preocupa com a prisão de Rocha Loures e uma eventual delação, ou… Rocha Loures já abriu o bico e a medida foi pura retaliação.

Temer o mandou ser delator de Moro, como Marcelo Odebrecht, ao invés de delator do STF, como os irmãos JBS.

Por outro lado, lembram quando Gilmar Mendes libertou José Dirceu? Agora, vem tentando reverter as votações já encerradas no pleno do STF.

Perdeu uma vez? Sem problemas. Vamos retomar novamente a votação até dar o resultado que se interessa.

A bola da vez é reverter a prisão em segunda instância e os acordos de delações premiadas, ambos alicerces básicos que vem mantendo a Lava Jato com força total.

Assim, pode se dizer que Gilmar Mendes é o Eduardo Cunha do Supremo.

Vai ser divertido. E, definitivamente, estamos sem líderes, sem lenço e sem documento.


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