Temer sai ou fica?

Editorial
Guaíra, 7 de junho de 2017 - 10h52

Os sete ministros do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) darão continuidade hoje ao julgamento que pode resultar na cassação do mandato do presidente Michel Temer (PMDB), e tornar tanto ele quanto a ex-presidente Dilma de quem ele era vice, inelegíveis.

A campanha da chapa Dilma-Temer em 2014 foi acusada pelo PSDB, adversário na disputa eleitoral, de diferentes irregularidades eleitorais, a principal dela do recebimento de recursos com origem no esquema de corrupção na Petrobras investigado pela Operação Lava Jato.

Independentemente do resultado, especialistas afirmam que o julgamento vai deixar marcas na Justiça Eleitoral brasileira.

“O que está em jogo não é só a eleição de 2014. Esse julgamento é inédito, nunca se chegou tão longe. O que o TSE está fazendo é marcando o papel que quer ter nas próximas eleições, qual será a jurisprudência também para eleições municipais e estaduais”, afirmou Silvana Batini, procuradora regional da República e professora da FGV (Fundação Getúlio Vargas).

O fato de o TSE dar um julgamento cassando o presidente -independente de caber recurso – pode abreviar um processo de impeachment. Cassá-lo pode não ter efeito imediato juridicamente, mas Temer já está tão fragilizado que, mesmo que seja passível recurso, ter uma decisão que entende que houve abuso de poder econômico tornaria ainda mais delicada a situação política dele.

É o nosso Brasil sendo, a duras penas, passado a limpo.


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