Um absurdo que pode ser evitado!

Editorial
Guaíra, 22 de abril de 2017 - 07h31

No jornal da última quarta-feira (19), demos ênfase a uma epidemia que está se alastrando pelos internautas: são itens a serem cumpridos – pelos adolescentes – com o nome de “Baleia Azul”.

A origem e até a existência do suposto jogo, com 50 níveis de dificuldade, tendo o suicídio como resultado final, é polêmica. Seu nome deriva da espécie presente nos Oceanos Atlântico, Pacífico, Antártico e Índico que chega a procurar as praias, por vontade própria, para morrer.

O problema tem ganhado contornos reais e policiais. Em São Paulo, um adolescente de 13 anos tentou se matar, em Jaú, cortando braços com lâmina de barbear. Uma irmã contou que o garoto andava depressivo e excluiu a família das redes sociais A mãe conseguiu entrar no notebook do jovem apenas no dia seguinte e notou a associação com o baleia azul.

No Paraná, Priscila (nome fictício), de 25 anos, decidiu entrar no jogo para investigá-lo porque estava preocupada com a irmã, de 11 anos – e se assustou. “Não consegui chegar até o fim, são mensagens pesadas, que nos incitam a fazer mal para pessoas que amamos. É agressivo, intenso, mas precisei entrar para saber o perigo.”

Ainda no estado paranaense, se registrou a entrada de oito adolescentes entre 13 e 17 anos (quatro meninos e quatro meninas), na madrugada de quarta (19), nas unidades de saúde de Curitiba – cinco por tentativa de suicídio por medicamentos e três por automutilação.

Em Pernambuco, a Polícia Federal lançou um vídeo na internet e montou equipes para ir a escolas fazer alertas. Em menos de uma semana, a polícia catarinense atendeu nove casos de mutilações, instigados pelo Baleia Azul e lançará uma campanha de conscientização. Já a região nordeste de Mato Grosso está em alerta. Além de investigar a morte de Maria Oliveira de 16 anos, há 15 dias, a PM identificou uma suposta comunidade ligada ao jogo com cerca de 350 participantes.

Em Minas, a Polícia Civil investiga dois suicídios, o de um jovem de 19 anos, de Pará de Minas (região centro-oeste) e de um rapaz de 16 anos, de Belo Horizonte. No Rio, há dois casos de aliciamento do jogo sendo apurados pela Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática.

É bom que pais e professores – pessoas que estão mais em contato com os jovens – fiquem em alerta, pois é um problema que se alastrou por vários países.

 


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