Voltamos a 1994 e ninguém percebeu?

Editorial
Guaíra, 16 de julho de 2017 - 12h13

Enquanto o país tenta achar formas de resolver os desgovernos que acabaram com a sua economia, o mercado responde positivamente com a notícia de que as chances de Lula ser presidente de novo estão “desabando”, com a bolsa subindo e o dólar caindo.

Lula responde que está sendo perseguido pelas elites e pela Rede Globo. O PT hoje parece um partido pequeno radical de esquerda, que é contra tudo e tenta ganhar no grito e na força bruta: Voltamos a 1994 e ninguém percebeu!

Enquanto isso, o Juiz Sergio Moro aguardou pacientemente as viúvas de Lula se estrebucharem nas suas reclamações incoerentes (Cunha e Cabral são bandidos, Lula é santo) até que todo mundo estivesse em outros campos de discussão e, de repente, soltou a bomba que aniquilou o ex-presidente.

O país celebrava enfim a entrada no século XXI, com as reformas trabalhistas, que há 30 anos se lutavam para serem aplicadas. Além da queda do imposto sindical – que permitiu a criação de mais de 5 mil sindicatos sem a menor serventia (a não ser para servir de massa de manobra para fechar estradas quando se votava algo que os radicais da esquerda não concordavam) – a maior flexibilidade entre os acordos entre patrão e empregado irá permitir, enfim, uma legislação trabalhista mais moderna.

Quer trabalhar de casa, no hoje chamado Home Office? Sem problemas. Quer trabalhar apenas 4 horas para poder fazer faculdade à tarde, ou cuidar dos filhos? Agora pode. Quer, enfim, ter segurança jurídica e trabalhar na área de saúde ou segurança fazendo plantão de 12 horas e descansando 36 horas? Agora você tem.

É óbvio que a eterna esquerda “desinformada” chiou como sempre, gritando sobre os milhões de direitos trabalhistas que se perderam. Seja por ignorância, ou apenas por mau caráter mesmo, não devem ter lido a parte em que diz que os acordos entre empregados e patrões não podem ir de encontro com a legislação trabalhista, que vigora na constituição.

Ou seja, se alguém falar que acabaram-se as férias, 13º salário e outros direitos do gênero, já sabe… Não leu o projeto!


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