Golpe do falso sequestro está sendo aplicado no DDD 17

Guairenses estão recebendo ligações de indivíduos ameaçando seus familiares caso dinheiro não seja depositado

Cidade
Guaíra, 7 de março de 2019 - 15h26


O Golpe do falso sequestro não é novidade para ninguém, mas sempre faz vítimas, pois o susto e o desespero tomam conta de alguns cidadãos, que acabam fazendo as vontades dos criminosos na tentativa de evitar que “algo de ruim” aconteça com seu familiar, como depósito em contas ou até mesmo créditos para celulares.

Os telefonemas têm aumentado em Guaíra neste último mês. São diversos guairenses relatando que receberam essas ligações, inclusive, com sérias ameaças ao “filho sequestrado”. Em um dos casos, o bandido chega a dizer que a filha da vítima será estuprada caso o dinheiro não seja entregue.

“Eu sabia que era um trote, pois não tenho uma filha, mas o tom ameaçador, os xingamentos e os gritos de uma mulher ao fundo chegam a nos dar desespero, imagino como um pai se sente nessas horas”, conta um munícipe, que recebeu a ligação em sua casa nessa semana.

Como agir…

O modo como os golpistas realizam o crime é geralmente o mesmo. Ligam a cobrar, informando que algum parente da vítima foi sequestrado, e colocam a falsa vítima na linha que começa a chorar e a implorar por socorro, solicitando para que se faça o pagamento de uma quantia em dinheiro para o resgate.

Em caso de receber uma chamada, a primeira coisa é tentar manter a calma. As autoridades lembram que nenhum sequestro real exige um tempo tão curto para efetuar o depósito do resgate, portanto pedidos imediatos já levantam suspeitas.

Outro ponto é que geralmente a vítima se entrega sem notar. Ao ouvir a voz do suposto familiar capturado, acaba revelando o nome do mesmo. Então atitudes simples, como perguntar para a voz do outro lado da linha “qual o seu nome?”, “quem está falando?” podem desmascarar o golpe.

Na eventualidade de receber uma ligação dessas, o melhor é desligar e procurar a pessoa supostamente sequestrada. E não deixar de informar a polícia caso possua o número de origem da chamada; um número de conta na qual seria feito o depósito do resgate ou até mesmo o número do chip para o qual seriam colocados créditos. Assim a polícia pode identificar o criminoso.

Algumas dicas práticas também estão sendo difundidas por policias que investigam este tipo de crime, como: O uso de senhas em aparelho celular, que dificultam o acesso a agenda, em perdas e roubos; A necessidade de orientar idosos, crianças e empregados a não prolongar conversas telefônicas com desconhecidos; Desconfiar de ligações de cadastro sejam elas de banco, da operadora, ou qualquer outra prestadora de serviço.



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