Há casos que aguardam confirmação desde fevereiro deste ano. Enquanto isso, dados de chikungunya resultam em um confirmado e nove descartados
Dados fornecidos pela Vigilância em Saúde do município apontam que os exames para a confirmação de H1N1 e zika vírus não ficaram prontos até o momento. Guaíra ainda está com 16 casos suspeitos de zika e 12 de influenza.
Em contrapartida, os dados de chikungunya resultaram em um positivo e nove descartados dos 10 suspeitos, que foram enviados para análise.
Ao questionar o diretor de Vigilância sobre este atraso no resultado dos exames, Maurício Alves declarou que não depende do departamento e sim do laboratório, que realiza este tipo de análise em outra cidade.
Ainda em fevereiro, a Direção Regional de Saúde já estava com quatro casos suspeitos de Zika e cinco de chikungunya.
Geralmente estes testes demoram até 30 dias para mostrarem seus efeitos. De acordo com especialistas, há dois tipos de exames de sorologia: o qualitativo, que identifica a presença do vírus no corpo; e o quantitativo, que revela a carga viral (quantidade). Esses testes são solicitados quando o paciente passou do período inicial ou de manifestação de sintomas da doença. Basicamente, o objetivo é saber se a pessoa já foi infectada.
No Brasil, o diagnóstico da zika é feito principalmente por meio de uma avaliação clínica. Quando um médico suspeita da infecção, ele costuma pedir o chamado exame PCR (reação em cadeia de polimerase), que identifica a presença do vírus no sangue ou na urina. A diferença do exame PCR para o de sorologia é que o primeiro só consegue fazer o diagnóstico até o quinto dia de infecção.
Já os exames para detecção de H1N1 recolhidos em toda a rede pública do Estado são enviados para o Instituto Adolfo Lutz, que está recebendo uma demanda muito grande nos últimos meses.
DENGUE
Segundo dados da Vigilância em Saúde, Guaíra registrou apenas 8 casos positivos de dengue neste último mês de maio, contra 110 confirmados em abril e 348 em março.