Guaíra registra 1.137 casos de dengue em 2016 e uma suspeita de zika vírus

Geral
Guaíra, 24 de fevereiro de 2016 - 09h27

Há três casos suspeitos de chikungunya e um de zika vírus. Já são 631 positivos de dengue e 697 suspeitos. Município lidera ranking da doença na região

 

Em pouco mais de um mês, o município guairense já registra 1.137 notificações de dengue, segundo dados atualizados em 16 de fevereiro. Destes, 631 são positivos e há 697 aguardando o resultado dos exames. A vigilância em Saúde também informou três casos suspeitos de chikungunya e um de zika vírus.

A epidemia da cidade ganhou destaque nos veículos de comunicação do Estado, já que Guaíra lidera o ranking de dengue na região, e, proporcionalmente ao número de habitantes, chama a atenção com os casos positivos.

Porém, em nota, o governo municipal alegou que a reportagem do jornal O Estado de São Paulo relaciona a epidemia no município por consequência da grande quantidade de empresas recuperadoras de pneus agrícolas.

 

Zika vírus

A notícia de uma suspeita de zika vírus em Guaíra deixou a população alardeada, principalmente as gestantes, já que não estão recebendo apoio do governo municipal, que não distribuiu os repelentes, ação que está sendo realizada em todo o Estado.

A secretária de saúde, Jussara Soler, insistiu em afirmar que “realmente não existe caso de zika confirmado e sim um suspeito, e que a paciente é uma mulher fora da idade fértil” e ressaltou que “os casos de chikungunya eram suspeitos e foram descartados”.

A prefeitura ainda informou sobre a distribuição de repelentes às gestantes. “A Secretária [Jussara] esclarece que o uso só pode ser prescrito pelo Obstetra que acompanha a gravidez e que o município faz distribuição do produto restritamente sob prescrição médica”.

Apesar de Jussara não alertar os guairenses sobre a prevenção para o zika, como o próprio ministro da saúde fez em pedir para que as mulheres não engravidem no momento, algumas munícipes já disseram que estão tomando precauções, já que a doença pode estar na cidade.

 

Prevenção

O diretor da Vigilância em Saúde, Maurício Alves, reforçou que a população deve manter suas residências limpas, evitando qualquer tipo de objeto que acumule água parada. “Sem a participação efetiva de toda comunidade, qualquer cidade não reverte o quadro de infestação. O maior ator no combate à dengue é o cidadão. Evitar recipientes e locais que acumulem água é a regra de ouro”, destacou Maurício.

A vigilância destacou alguns cuidados essenciais como: armazenamento e destinação do lixo; materiais que possam acumular água no quintal de casa, no quintal de vizinhos, na rua ou em lotes vagos; caixa d’água sempre limpa e totalmente tampada calhas livres de entupimentos; pratinhos de vasos de plantas; manter limpos (bem esfregados) os bebedouros de animais domésticos; piscinas devidamente tratadas; entre outros.

 

“Deixe os agentes de combate dengue do município entrar na sua casa, eles são treinados para encontrar os criadouros que o cidadão comum não vê. Em caso de insegurança quanto à identidade do agente, ligue para Secretaria Municipal de Saúde 3332-5151 ou Ouvidoria Cidadã 0800-941-1000”, conclui o diretor.



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