O interventor do hospital admitiu que existem débitos com os médicos, mas disse que administração está buscando resolver a situação o mais breve possível
Pelo menos 30 cirurgias deixaram de ser realizadas na Santa Casa de Barretos desde segunda-feira (8), após assembleia da classe médica suspender os procedimentos eletivos por tempo indeterminado. Segundo o diretor clínico Lúcio Flávio Fernandes, a decisão foi tomada por três motivos: falta de condições de trabalho, atraso na remuneração dos médicos e falta de credibilidade da atual da gestão do hospital junto aos profissionais.
“Notamos que o hospital tem dificuldades de comprar alguns equipamentos, medicamentos e insumos. Tivemos vários pacientes que tiveram falta de medicamentos básicos, como antibióticos. Em relação às condições de trabalho falta estrutura física, como elevadores que tem problemas frequentes. E com relação à remuneração médica temos um montante muito superior ao que foi anunciado, de débitos com médicos de R$ 250 mil. Somente neste ano vão chegar a mais de R$ 1,5 milhão e colocando mais o Santa Casa Saúde, que ficou um valor a ser pago, a dívida é de mais de R$ 2,5 milhões”, afirmou Lúcio.
O interventor da Santa Casa, Edson Flausino Silva Júnior, admitiu que existem débitos com os médicos, mas disse que administração está buscando resolver a situação o mais breve possível. O advogado negou que ocorra falta de medicamentos e outros insumos e afirmou que a gestão do hospital está aberta ao diálogo.
Flausino disse esperar uma solução para o impasse o mais rápido possível para a retomada das cirurgias não urgentes e que o débito da Santa Casa com os profissionais é histórico, mas o valor hoje é muito menor do que antes. “Temos recursos, somos solventes e é uma questão contingencial. Espero que se resolva o mais rápido possível”, finalizou. (ODiárioOnline)