




Desde as primeiras horas, o ambiente já revelava que não se tratava de um evento comum. Aos poucos, o espaço foi sendo preenchido por conversas que se cruzavam, reencontros sinceros e um sentimento compartilhado de propósito. Mais do que participar, as pessoas estavam ali para contribuir.
Ao longo da tarde, o leilão de gado e prendas diversas conduziu o ritmo da programação. Alguns itens despertaram atenção especial, como o violão e o chapéu autografados por Zé Neto & Cristiano, além do chapéu assinado por Hugo & Guilherme, que mobilizaram o público e elevaram o entusiasmo a cada lance.
Além dos arremates, quem adquiriu convite pôde desfrutar de um almoço preparado especialmente para a ocasião, acompanhado de música ao vivo e do bar solidário, cuja renda foi integralmente destinada ao hospital. Entre um lance e outro, ficava evidente que o valor envolvido ia muito além do que era anunciado pelo leiloeiro.
No centro dessa mobilização, Vamberto Ribeiro, o Vambertinho, acompanhava cada detalhe com atenção e envolvimento. Ao final, fez questão de agradecer à população, à Bia, ao Jonas, anfitrião do Rancho J7, e aos leiloeiros O Mineiro, Eloisa e Bidê, que deram dinamismo ao evento.
“Só temos a agradecer à população de Guaíra. A Santa Casa precisa desse apoio e nosso objetivo é continuar promovendo ações que contribuam para melhorar cada vez mais o atendimento”, destacou.
Ele também lembrou que, mesmo após o evento, a colaboração continua sendo possível por meio da organização ou diretamente com a administração da Santa Casa.
Durante o leilão, o prefeito Junão reforçou sua ligação com a instituição e a importância da mobilização coletiva.
“Essa não é uma participação de agora. Fui provedor da Santa Casa por seis anos e conheço de perto sua importância. Hoje, ela é referência na região e no estado, e precisamos garantir que continue assim”, afirmou.
Ele também destacou o papel da população, que mais uma vez respondeu de forma expressiva.
“Mesmo em um momento desafiador, Guaíra demonstra sua força. Quando se trata da Santa Casa, a sociedade participa, se envolve e ajuda.”Junão ainda agradeceu aos organizadores, à equipe do Rancho J7, a Jonas e Lúcia, a Vambertinho, à Bia, aos profissionais da saúde e a todos que contribuíram para a realização do evento.
Abrindo as portas para mais uma iniciativa solidária, o proprietário do Rancho J7, Jonas Nogueira Lelis, falou com simplicidade sobre o significado de participar.
“A gente fica muito feliz em poder servir. Estamos aqui para ajudar uns aos outros, essa é a verdade.”
A relação da família com a Santa Casa também reforça esse compromisso.
“Meu pai foi o primeiro provedor da Santa Casa, eu também já fui. Conhecemos de perto as dificuldades e, para mim, é uma satisfação poder colaborar.”E reafirmou, com naturalidade, a disposição em continuar contribuindo.“Sempre que precisarem, podem contar com a gente.”
Ao final, mais do que os números arrecadados, o que permaneceu foi a dimensão do gesto coletivo. Em cada lance, em cada doação e em cada presença, havia algo maior sendo reafirmado.
Porque, no fim, não era apenas um leilão. Era uma cidade demonstrando, de forma concreta, a sua capacidade de cuidar dos seus — e de se fortalecer justamente quando decide caminhar unida.

