Mulher é morta a golpes de picareta em chácara de Franca

Policial
Guaíra, 25 de fevereiro de 2016 - 10h00

O corpo de Etiene passou pelo IML (Instituto Médico Legal) para os exames de praxe, liberado para a família e sepultado em Guaíra. A polícia apreendeu um celular que pode desvendar detalhes do crime

  

A dona de casa Etiene Josefa de Arruda Coelho, de 33 anos, foi encontrada morta no jardim da chácara onde morava, próximo ao Parque Universitário, em Franca, na tarde desta terça-feira (23). Segundo o cunhado, Luiz Fernando Rocha, o corpo de Etiene foi encontrado pelo seu marido Carlos Eduardo Coelho, de 35 anos.

O caso foi registrado no Plantão Policial e deve ser encaminhado para a DIG (Delegacia de Investigações Gerais). O corpo da dona de casa passou pelo IML (Instituto Médico Legal) para os exames de praxe, liberado para a família e sepultado em Guaíra, onde residem os familiares. Policiais apreenderam um celular que pode desvendar detalhes do crime.

À polícia, o esposo contou que chegou ao imóvel por volta das 17h20 de terça e teria estranhado o fato de a caixa d’água, que fica ao lado do portão do imóvel, estar vazando. “Ele tinha ligado a bomba para encher a caixa antes de sair para trabalhar e combinado com a Etiene para que a desligasse. Como estava vazando, ele estranhou”, disse o cunhado Luiz Fernando.

Ao descer do carro, ele procurou pela mulher. “Ele disse que entrou na varanda e viu o corpo dela deitado de bruços no jardim. Chamou e, como ela não reagiu, decidiu me ligar”, contou o cunhado da vítima.

Eduardo teria dito a Luiz Fernando que a mulher já estava morta. Luiz resolveu ir até a chácara para averiguar o que estava acontecendo. “Quando eu cheguei lá, liguei para o Samu. A médica que atendeu me pediu para ver se a Etiene tinha alguma pulsação. Mas, pelo braço dela, não percebi nada. Então, pediu que eu a virasse para fazer massagem cardíaca. Foi quando vi os ferimentos e que ela já estava realmente morta”, contou.

Carlos Eduardo, então, teria acionado a polícia que compareceu ao local minutos depois. Próximo à varanda da casa, que fica a uns três metros de onde o corpo foi encontrado, os policiais acharam uma picareta ainda com sangue, que eles acreditam ter sido usada como a arma do crime.

Em um exame preliminar, o corpo da dona de casa apresentava dois grandes ferimentos condizentes com a picareta. Um na cabeça e outro no ombro direito. Não havia sinais de violência sexual. Etiene estava vestida, apenas com a blusa levantada até a altura do estômago.

Segundo o cunhado, Etiene e Carlos Eduardo eram casados há sete anos e se davam bem. Os dois não tinham filhos e costumavam sair aos finais de semana para viajar. Luiz Fernando disse que era comum a cunhada ficar sozinha com os três cachorros do casal enquanto o marido saía para trabalhar. “Ela gostava muito desse lugar. Não tinha medo de ficar sozinha e dizia que não queria se mudar”.

Carlos Eduardo afirmou à polícia que o imóvel nunca foi assaltado ou furtado e que nunca tiveram problemas de invasão. No condomínio de chácaras onde tudo aconteceu, há imóveis próximos que contam com câmeras de segurança. A polícia deve requisitar as imagens para averiguar quem teve acesso ao imóvel onde o corpo de Etiene foi encontrado.

Com informações da GCN/ Priscila Salles



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