Nair Uemura recebe o Prêmio Jeanete Costa Barini nesta segunda dia 25

O título criado pela Câmara Municipal, é uma forma de reconhecimento às mulheres destaques no município

Cidade
Guaíra, 25 de março de 2019 - 12h09

Amanhã dia 25 à noite a partir das 19h30 acontece na Câmara Municipal a sessão solene de entrega do Prêmio Jeanete Costa Barini à senhora Nair Uemura. A solenidade será presidida pelo vereador José Reginaldo Moretti.

O título foi criado através de projeto de lei de autoria da parlamentar Maria Adriana de Oliveira Gomes e tem como objetivo homenagear mulheres que foram destaques em sua área de atuação e servem como bons exemplos para a comunidade. A professora Jeanete Costa Barini foi vereadora, vice-prefeita de Guaíra e atuante na comunidade católica da cidade. O nome da homenageada foi escolhido através de consulta junto a Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos da Mulher e do Conselho Municipal dos Direitos das Mulheres.

O presidente da Câmara convidou a população guairense para este encontro. ”É uma oportunidade da comunidade, por meio desta Câmara, prestar homenagem a esta mulher que muito trabalhou por Guaíra. Ela é um exemplo cidadã, esposa e mãe e merece todo o nosso carinho, admiração e reconhecimento” disse Moretti.

Histórico de Nair Uemura

No livro Fragrâncias de Chá – A trajetória de Takeshi Uemura, do historiador Marcelo Borba Freitas, existe um capítulo dedicado à história de Ikuko Mizuta, a Dona Nair Uemura. Ela nasceu em Marília, na região centro-oeste paulista, em 18 de julho de 1938. É filha de Minoru e Myoko Mizuta, ambos imigrantes japoneses. O pai era proveniente de Nagasaki, cidade localizada na ilha de Kyushu e a mãe oriunda de Hokkaido, província situada ao norte do Japão.

Ainda na infância, Nair viveu com a família em um sítio em Londrina, no Paraná, onde o pai se dedicou à cafeicultura. Anos mais tarde, juntamente a seus familiares, transferiu-se para São Paulo, tendo concluído ali o ginásio e depois o curso de Dietética, ambos pela Escola Técnica Carlos Campos. Trabalhou na Santa Casa de Misericórdia de Santos, a mais antiga instituição assistencial e hospitalar em funcionamento no Brasil. Posteriormente, Nair atuou também na Maternidade João Daudt de Oliveira, localizada em São Paulo.

Seu casamento com Takeshi Uemura ocorreu em 2 de fevereiro de 1963. A Cerimônia religiosa aconteceu na Paróquia São Francisco de Assis, na Vila Clementino e em seguida os convidados foram recepcionados para um jantar festivo em um restaurante japonês, no bairro Liberdade. Após a viagem de núpcias a Campos do Jordão, onde permaneceram por uma semana, finalmente os noivos rumaram para Guaíra, onde amigos de Takeshi e membros da colônia japonesa local organizaram uma bela festa nas dependências da Algodoeira Brazcot para comemorar o enlace matrimonial. Foi em Guaíra que nasceram os cinco filhos do casal: César, Eny, Eli e os gêmeos Leo e Denis.

Convidada pelo prefeito da época, Alozio Lelis Santana, Nair Uemura foi a primeira coordenadora da Creche Josefina Rawagnani Caligaris, cujas atividades se iniciaram em 1970. Para montar todo o projeto de funcionamento da creche, Nair visitou outros estabelecimentos educativos e de cuidados às crianças pequenas e bebês na capital paulista, tendo inclusive se estagiado em alguns deles.

Com apoio da SOGUBE (Sociedade Guairense de Beneficência), da professora Maria Aparecida André de Oliveira (Cida André) e de muitas abnegadas funcionárias, Dona Nair colaborou com a coordenação dessa importante instituição por 27 anos, tendo passado pela creche durante esse tempo mais de 4500 crianças que, hoje, já adultas, lembram com saudade da fase da infância que ali viveram. De acordo com ela, é uma satisfação imensa e gratificante constar que muitos dos que passaram pela creche ”se tornaram homens e mulheres saudáveis e úteis à nossa comunidade”.

Posteriormente, Uemura atuou também, por 16 anos, como presidente do FUNJIN-KAI (Associação de Senhoras da Associação Cultural e Esportiva Nipo-Brasileira de Guaíra), juntamente com a Dona Tereza Oyama, Selma e muitas outras companheiras que sempre colaboraram felizes e com boa vontade, promovendo eventos, encontros culturais, cursos de culinária, pinturas, artesanato e ikebana, além de almoços e jantares de festas de casamentos, formaturas e aniversários, confraternizações e outros eventos, com a finalidade de promover melhoramentos e realizar a manutenção da sede do Kai-Kan. Nesse período várias viagens de interesse cultural foram realizadas pelas integrantes do grupo.




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