A fila anda!

Opinião
Guaíra, 29 de setembro de 2020 - 13h45

Refletir é a busca do conhecimento e o espírito crítico não se contenta a interpretar as situações, mas ele requer do indivíduo um pensamento mais profundo para que a ingenuidade alcance a essência do fato real. 

Sendo assim, é um atraso quando um velho cidadão, depois de ter feito toda sua trajetória, continue a empacar a fila do progresso pela própria soberba de si mesmo. Afinal, toda humanidade hoje assiste avanços fantásticos, pois as lâmpadas incandescentes são produtos passados e elas pertencem a história das invenções, mas o avanço trouxe as lâmpadas leds mais poderosas, mais iluminação, que podem também iluminar melhor as mentes obtusas. 

Entretanto, há uma velha fábula que melhor explica tudo. A dos velhos políticos que apesar das transformações que o tempo impõe à sociedade lá estão eles com velhos conchavos e com suas mentes cada vez mais míopes, pois estão com a esclerose múltipla. 

Porém, há exemplos que a natureza tem mostrado. Quando os elefantes tornam-se velhos e sentem que vão morrer, afastam-se da manada e ninguém sabe para onde. Querem poupar seus semelhantes do espetáculo que deve ser impressionante de ver, então, escolhem morrer com imenso pudor, preferem ficar a sós eles e suas ideias exatas deles mesmo. Na hora de morrer, o elefante recolhe-se a sua significância e a sua grandeza em saber a hora.

Há casos porém de elefantes diferentes. São estes paquidermes que vivem tanto que se julgam eternos na política. Não servem mais para nada. Barrigudos, mas não desaparecem do cenário. Mas a manada vive na expectativa que eles peguem suas coisas e cumpram com seu destino. Porém, o tempo passa e os velhos elefantes não se flagram. Não dão lugar aos outros para que novas ideias novos programas transformam o antigo em novo e quando se reúnem com seus delegados políticos todos logo pensam que é para combinar uma retirada solene de acordo com a tradição, mas é para decidir que querem continuar mandando e elaborando os costumeiros cambalachos. 

Os velhos elefantes são um estorvo, a figura do atraso. Alguns  começam a cheirar mal. Há um temor que se desmanchem na frente das crianças. A manada fica atônita. Tenta explicar porque estes velhos elefantes são bem diferentes. Têm tromba de elefante, orelha de elefante, presas de elefante, têm tudo que os elefantes têm só não possuem autocrítica. É assim que é feita a política em Guaíra!!!

 

Paulo Sergio Lélis


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Paulo Sérgio Lelis

Paulo Sérgio Lelis é Mestre em Direito Público

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