É bastante comum vermos as expressões Direita e Esquerda, sendo usadas para designar grupos antagônicos em um jogo político. Mas o que vem a ser, de fato, cada um destes termos?
Tudo começou na França do final do século XVIII. O sistema político era composto por três grupos, os chamados Estados Gerais: o clero, a nobreza e o Terceiro Estado. O Terceiro Estado, era o único que tinha a obrigação de pagar altos os impostos, além de terem inúmeras limitações, como o fato de não poderem ocupar cargos públicos, por exemplo.
Foi assim, em razão da adoção de um modelo político injusto e dos grandes privilégios dados a uma pequena parte da população. Em meio a uma crise fiscal imensa, o povo francês estava cada vez mais irritado com a incompetência do rei XVI, com a indiferença contínua além da decadência da aristocracia do país.
Esse ressentimento, aliado aos cada vez mais populares ideais iluministas, alimentaram sentimentos radicais e a revolução começou em 1789. Este movimento culminou com a Queda da Bastilha, local aonde eram mantidos os prisioneiros políticos e os considerados inimigos e opositores do Estado.
Internamente, os sentimentos populares radicalizaram a revolução significativamente, culminando com a ascensão de Maximiliano Robes Pierre, dos jacobinos e de uma ditadura virtual imposta pelo Comitê de Salvação Pública, que estabeleceu o chamado Reino de Terror entre 1793 e 1794, período no qual entre 16 mil e 40 mil pessoas foram mortas.
Após a queda dos jacobinos e a execução de Robes Pierre, na guilhotina, o Diretório assumiu o controle do Estado francês em 1795 e manteve o poder até 1799, quando foi substituído pelo Consulado em 1799, sob o comando de Napoleão Bonaparte.
A cidade de Marselha na França, foi o local aonde teve início o movimento que culminou com a Revolução Francesa, tendo como canção ou ” grito de guerra”, a música que posteriormente, seria o hino oficial francês, a Marselhesa, tocado e cantado até os dias de hoje pelos franceses.
De uma forma generalizada e superficial, os conservadores dão ênfase ao liberalismo econômico e na eficiência da economia, enquanto os esquerdistas possuem seu foco nos valores da igualdade e da solidariedade, na divisão de rendas, e propriedades. O fato de ser da Direita ou da Esquerda é algo relativo e não permanente, uma vez que um partido, por exemplo, pode estar de um lado em um momento e de outro em outra instância, agindo conforme um jogo de interesses. Por isso, muitos consideram estas definições simplificadoras e enganosas, uma vez que, os valores de cada grupo podem se tornar bastante contraditórios, e variam de acordo com os interesses do lado que defendem.